<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694</id><updated>2009-11-07T12:45:12.281-08:00</updated><title type='text'>MardoSuldaChina</title><subtitle type='html'>Relevância da Ásia para o desenvolvimento português.
Artigos no Diário Económico</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-4192421672897287956</id><published>2009-02-18T06:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T06:58:00.048-08:00</updated><title type='text'>18-02-2009 Liderança e Competência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;É a altura de perguntar se Portugal pode confiar na capacidade das suas lideranças para navegar esta crise.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.economico.pt/noticias/lideranca-e-competencia_3886.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#6600cc;"&gt;http://www.economico.pt/noticias/lideranca-e-competencia_3886.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No trimestre passado Portugal mergulhou no centro da crise económica global, arrastado pelo desmoronar do sistema financeiro americano, tão rigorosamente investigado e eloquentemente relatado por David Faber, em "House of Cards" (CNBC). Tudo leva a crer que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a situação nacional irá ainda piorar por muitos e largos meses - senão anos - antes que comece a revelar melhorias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;É a altura de perguntar se Portugal pode confiar na capacidade das suas lideranças para navegar esta crise.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; É o momento de perguntar &lt;strong&gt;se o Governo&lt;/strong&gt;, se o ministério da Economia, da Agricultura, das Finanças e do Emprego &lt;strong&gt;estão a fazer tudo o que devem para ajudar as famílias e para apoiar as empresas&lt;/strong&gt;, se &lt;strong&gt;os líderes da oposição têm oferecido contributos úteis&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Se os líderes das associações empresariais e de cada uma das empresas portuguesas têm um plano credível para confrontar a crise&lt;/strong&gt;, para assegurar a sua sobrevivência ou mesmo para beneficiar a sua posição com estratégias que melhor se adequem à sua situação financeira, à sua vantagem competitiva, ao seu cabedal de inovação e à capacidade de servir os seus clientes. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Serão uns e outros credíveis para pôr em prática esses planos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;A recuperação de Portugal depende da sua capacidade de exportar e da sua capacidade de penetrar mercados. Mas a actual quebra das exportações não está a acontecer apenas na Europa. Está a acontecer na China e em Singapura. De acordo com as Singapore Trade Statistics, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;houve uma quebra de 15,7% nas importações de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de 543,201 milhões de dólares de Singapura, em 2007, para 458,110 milhões de dólares, em 2008. As importações de produtos electrónicos dos códigos 84 e 85, que representaram 90% das importações de Portugal, sofreram uma quebra de 14,1%. Pior, &lt;strong&gt;o conjunto dos produtos não electrónicos teve uma quebra de 27,4%&lt;/strong&gt;. Com alguma probabilidade, o processo de falência da Qimonda poderá levar a que as importações de Singapura com origem em Portugal possam vir a situar-se nos 50 milhões de dólares de Singapura, isto é, cerca de 25 milhões de euros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As PME necessitam de um maior empenhamento do Estado e não apenas de crédito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Necessitam que o Ministério da Economia, com as associações empresariais, avalie o grau de desenvolvimento de cada sector económico e apoie a formulação dos respectivos planos estratégicos de sector.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Necessitam que sejam &lt;strong&gt;identificadas as empresas com maior potencial de exportação&lt;/strong&gt; e que lhes seja &lt;strong&gt;proporcionado apoio&lt;/strong&gt; em termos de desenvolvimento organizacional, TIC, certificação de qualidade, desenvolvimento de produtos, avaliação de necessidades financeiras e apoio à exportação. O Ministry of Trade &amp;amp; Industry de Singapura tem um &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;‘account manager'&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; para cada PME exportadora apoiada pelos seus serviços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Esta crise é nova e muito diferente daquelas que alguma vez os actuais líderes experimentaram. Talvez por isso, empresas financeiramente estáveis aparecem com estratégias próprias de empresas com risco de insolvência em vez de se lançarem na aquisição de empresas financeiramente vulneráveis com produtos e marcas de grande potencial, de prosseguirem o desenvolvimento de novos produtos e serviços e de arriscarem na conquista dos mercados emergentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fazem falta a Portugal líderes que pensem ‘out of the box', a todos os níveis da decisão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Faz falta reforçar as actuais lideranças com profissionais nacionais ou estrangeiros com forte e qualificada experiência do mundo&lt;/strong&gt;, nas empresas públicas e nos institutos públicos, nas associações empresariais e nas empresas privadas. Recentemente Singapura iniciou a substituição da actual CEO do fundo soberano Temasek Holdings por um gestor americano, circunstância que coincidiu com o anúncio da perda de 31% do seu capital. Uma realidade que seria impensável em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Porque &lt;strong&gt;muitos portugueses&lt;/strong&gt;, que propagandeiam o universalismo da sua cultura, &lt;strong&gt;por medo e insegurança são profundamente paroquiais nas soluções que adoptam e protegem-se a todo o custo dos olhares exteriores&lt;/strong&gt;. Para que possam manter nos corredores da política como nos corredores das administrações um taticismo imediatista e preguiçoso aliado a um padrão de comunicação sem transparência, sem eficácia, quantas vezes eivado de pura perversidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-4192421672897287956?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/4192421672897287956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=4192421672897287956' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/4192421672897287956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/4192421672897287956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2009/02/18-02-2009-lideranca-e-competencia.html' title='18-02-2009 Liderança e Competência'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-7566995922401549564</id><published>2009-02-04T08:27:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T08:30:39.781-08:00</updated><title type='text'>04-02-2009 Responsabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A distribuição desigual dos benefícios da globalização criou um problema social e, logo, um problema político.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.economico.pt/noticias/responsabilidade_2709.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.economico.pt/noticias/responsabilidade_2709.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Modelos teórico-ideológicos legitimaram as práticas que conduziram à presente recessão e à mais do que provavel depressão económica mundial. Muitos governos de países desenvolvidos, a começar pelos EUA, muitos gestores de sectores económicos específicos, com particular destaque para a banca, muitos investidores e muitos consumidores responderam "escrupulosamente" aos incentivos que esses mesmos modelos geraram e deles beneficiaram amplamente. Mecanismos de segurança foram iludidos. Modelos micro-económicos prescritivos baseados em análises descontextualizadas das rápidas transformações macroeconómicas globais, permitiram a catástrofe económica que o Mundo hoje enfrenta. Os macro-economistas, que previram os desastrosos efeitos sistémicos, foram subestimados enquanto os micro-economistas dispuseram das luzes da ribalta. As teorias económicas dominantes, transformadas em ideologias e guias de acção, falharam na capacidade de entender a realidade económica e de ajudar a gerir o desenvolvimento global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Neste contexto de perturbada racionalidade emergiram pulsões irracionais, medos, manifestações e comportamentos xenófobos. E irresponsabilidade. Como aquela a que, com perplexidade, se assiste da parte daqueles que falharam na prevenção da crise, que falharam numa efectiva adaptação da economia à actual fase de globalização, mas que advogam e apoiam políticas proteccionistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A globalização trouxe incalculáveis ganhos aos EUA e a muitos outros países, à Europa e ao Japão, à China, à Índia e ao Sudeste Asiático. Uma larga percentagem de cidadãos destes países beneficiaram amplamente em termos de emprego, de consumo e de investimento. Leia-se, a este propósito, "A year without Made in China" de Sara Bongiorni (2007). Mas muitos perderam os seus empregos e viram os seus rendimentos estagnarem ou diminuirem, sobretudo os que pertencem a estratos sociais médio/ baixo e baixo. A agricultura e a indústria têxtil dos EUA sofreu um impacto negativo, como diversos outros sectores. A distribuição desigual dos benefícios da globalização criou um problema social e, logo, um problema político. O acesso indiscriminado à compra de habitação por parte das famílias com menos rendimentos poderá ter funcionado como válvula de escape, até que a bolha rebentou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;A medicina para a crise tem apresentado um conjunto vasto de soluções, sem que um sólido consenso a nível internacional tenha sido alcançado. Davos foi disso expressão. Há um problema de clarificação do nível lógico a que as soluções preconizadas se aplicam (global, intra-regional, inter-regional, nacional) mas há também agendas partidárias a fervilhar nos países que passaram por uma eleição recente ou se preparam para entrar em período eleitoral, que condicionam as escolhas. Seria desejavel que, antes da próxima reunião do G20, uma conferência internacional de macro e micro-economistas provasse, pelo menos desta vez, que a economia é uma ciência capaz de interpretar e de antecipar os efeitos combinados a diferentes níveis de diferentes cursos de acção e que, avaliadas as vantagens e desvantagens de cada um deles, propusessem um plano de acção global e fizessem recomendações sobre a orientação mais eficaz ao nível das macro-regiões económicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em plena recessão económica, desconhecendo os seus efeitos mais profundos, Portugal entrou psicològicamente em fase pré-eleitoral. Se é certo que muitas matérias poderão proporcionar a melhor competição partidária, a resposta à crise deverá merecer um tratamento distinto, deverá suscitar uma resposta consensual por parte do sistema de partidos. A menos que a democracia, numa situação de crise nacional, seja a forma acabada de privilegiar os interesses dos grupos partidários em detrimento dos interesses nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O país precisa de uma resposta nacional&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Precisa de uma orientação mobilizadora para as empresas e para as famílias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O país não precisa dum catavento de propostas dos economistas nacionais, independentes ou partidários. Precisa de uma análise sistemática, de uma proposta consensual baseada na evidência e numa análise estratégica. E &lt;strong&gt;não ficaria mal a Portugal ter um conselho internacional de assessoria económica para momentos de crise&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-7566995922401549564?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/7566995922401549564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=7566995922401549564' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7566995922401549564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7566995922401549564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2009/02/04-02-2009-responsabilidade.html' title='04-02-2009 Responsabilidade'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-7389336677843855431</id><published>2009-01-21T08:32:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T08:44:58.571-08:00</updated><title type='text'>21-01-2009 Tão Diferentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O que dá a AIP ao Governo que a CIP e a AEP não dá? E o que dá o Governo à AIP que não dá à CIP e à AEP?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.economico.pt/noticias/tao-diferentes_1521.html"&gt;http://www.economico.pt/noticias/tao-diferentes_1521.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal e Espanha: tão próximos e tão diferentes. Diferentes no modo como lidam com a internacionalização da economia. Espanha não improvisa, prepara-se com tempo. Países tão diferentes no rigor com que enfrentam os seus mercados prioritários como o demonstra o lançamento, em 2005, por parte do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio de Espanha dos "Planes Integrales de Desarrollo de Mercados" (PIDM), dirigidos a onze países, entre eles a Índia, a China, o Japão e a Coreia do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Fruto dum aprofundamento crescente das relações entre os dois países, a Espanha tem, actualmente, mais de 600 empresas presentes na China e HongKong enquanto escassíssimas são as empresas portuguesas por estas paragens. Desde o final dos anos 70 a Espanha tomou posição na China, quer com o apoio do PSOE quer do Partido Popular. A Inteco foi a primeira empresa ali a instalar-se. Depois, nos anos 80, chegou a Alsa, a Agrolimen e a Nutrexpa. Em 1987 foi criada, pelo Governo, a Comissão Mista Espanha-China e, em 1988, a empresa Técnicas Reunidas construiu a petroquímica de Fushun, na província de Liaoning.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em 1993 o "Consejo Superior de Cámaras de Comercio" de Espanha criou o "Comité Empresarial Hispano-Chino" para dinamizar as relações empresariais entre a Espanha e a China. Na sequência da visita de Felipe Gonzalez nesse ano, foi celebrado o contrato de construção da central eléctrica de Yahekou na província de Henan. E, em 1994, o Instituto Espanhol de Comércio Exterior (ICEX) levou a cabo, em Pequim, uma feira sobre a indústria e a tecnologia espanhola, a Expotecnia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Importantes iniciativas estruturantes tiveram lugar a partir de 2003. Primeiro, o "Ministerio de Asuntos Exteriores y de Cooperación" desenvolveu e publicou o "&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Plan de Acción Asia y Pacífico 2005-2008'&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, com o objectivo de reforçar a importância da Ásia na política externa espanhola. Logo, depois, deu-se o lançamento do ‘&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Plan Integral de Desarrollo del Mercado China&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;" (PIDM China), para o período 2005-2007, com um orçamento de 690 milhões de euros, que fez com que Espanha passasse, finalmente, a dispôr de um instrumento programático de intervenção mulitdimensional e multisectorial naquele país. Em 2005 foi consolidada a associação estratégica Espanha-China e foram feitos avultados investimentos na China, nomeadamente por parte da Telefónica e do BBVA. Com o "Ano da Espanha na China", em 2007, atingiu-se o ponto mais alto da década. Entre as mais de 250 actividades comerciais e culturais, que tiveram lugar, conta-se a participação em mais de 40 feiras e a realização de 30 missões comerciais à China e de 15 missões inversas. Entretanto, mais de 370 milhões de euros foram atribuídos ao novo PIDM China 2007-2009. Um flagrante contraste com a política de internacionalização de Portugal na China, que urge redefinição. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uma matéria ausente das preocupações dos partidos da oposição que têm partilhado o arco do poder&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Outra diferença peculiar.&lt;br /&gt;Entretanto, no encontro empresarial luso-espanhol que ocorrerá, esta semana, no contexto da cimeira entre Sócrates e Zapatero, Portugal poderá inspirar-se na intervenção da Espanha na China, sem a parasitar, e a partir daí vir a construir uma estratégia consequente, que financia, que divulga e que poderá, então, coordenar com o país vizinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Este encontro torna, uma vez mais, evidente que &lt;strong&gt;o Governo tem privilegiado a AIP no processo de internacionalização da economia&lt;/strong&gt;. AIP que merece, aliás, todo o apoio do Governo. Mas não se entende qual a racionalidade de uma tal prática. O que dá a AIP ao Governo que a CIP e a AEP não dá? E o que dá o Governo à AIP que não dá à CIP e à AEP? &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A internacionalização deve basear-se numa política de inclusão efectiva de todos os actores relevantes, alheia a todo o tipo de interferências que possam prejudicar a equidade das empresas no acesso aos canais de decisão e acção, sem subalternizações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Amado em Singapura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O MNE da Holanda esteve em Singapura na semana que passou. &lt;strong&gt;Não há razões que justifiquem a Portugal manter um nível de representação inferior ao dos outros países da UE. Espera-se, firmemente, um decisivo aprofundamento das relações económicas, científicas e culturais com a República&lt;/strong&gt;. Gong Xi Fa Cai!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-7389336677843855431?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/7389336677843855431/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=7389336677843855431' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7389336677843855431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7389336677843855431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2009/02/21-01-2009-tao-diferentes.html' title='21-01-2009 Tão Diferentes'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-3603972551746449845</id><published>2009-01-07T08:40:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T08:44:04.451-08:00</updated><title type='text'>07-01-2009 Mudar este País</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O novo aeroporto de Lisboa é bem um caso exemplar da falta de eficácia do sistema democrático português.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.economico.pt/noticias/mudar-este-pais_339.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://www.economico.pt/noticias/mudar-este-pais_339.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O novo aeroporto de Lisboa, que se virá a localizar em Alcochete, mereceria um estudo aprofundado do ponto de vista sociológico e da ciência política para que dele se pudessem recolher ensinamentos quanto ao modelo de funcionamento da democracia em Portugal, ao comportamento dos partidos, dos governos, das elites e da sociedade portuguesa em geral em relação a esta decisão, ao longo das três últimas décadas. Este é bem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;um caso exemplar da falta de eficácia do sistema democrático português e do subdesenvolvimento da nação portuguesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que, tarde e a más horas e sem consenso, caminha finalmente para uma solução em 2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Um caso que envergonha contar ao mundo. Um contraste flagrante com a história aeroportuária de Singapura.Vão longe os dias em que a KLM aterrava pela primeira vez no Aeroporto Seletar de Singapura, uma base da RAF que abriu nesse ano de 1930 a aviões comerciais. Logo em 1931 Sir Cecil Clementi, o governador dos ‘Strait Settlements', perante o rápido aumento da procura decidiu por um novo aeroporto no pântano de Kallang. Em 1937, com parte da área reclamada ao mar, abriu o novo aeroporto de Kallang. A sua capacidade esgotava-se ao fim de uma década. Em 1951 foi decidida a construção do aeroporto de Paya Lebar para acomodar um milhão de passageiros. Que entrou em actividade em 1955.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Vinte anos depois atingia os quatro milhões de passageiros obrigando a novas decisões.&lt;br /&gt;Em 1975 o governo decidiu-se pela construção do aeroporto Changi, numa zona pantanosa e de novo com áreas reclamadas ao mar. O aeroporto de Paya Lebar fora entretanto ampliado, recebendo sete milhões de viajantes em 1980.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em 1981 abriu o aeroporto Changi, com um custo de 1,5 mil milhões de dólares de Singapura, que viria a alcançar os dez milhões de passageiros em 1985, altura em que foi decidida a construção dum segundo terminal que veio a entrar em funcionamento em 1990. Nesse ano dezasseis milhões de viajantes passavam pelo Changi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Em 1995, estudos que apontavam para uma procura de setenta milhões de passageiros, em 2015, sugeriam o planeamento de um terceiro terminal. Plano final terminado em 2006, veio o mesmo a abrir em 2008, com um custo de 1,75 mil milhões de dólares de Singapura. Numa ilha de 4,5 milhões de habitantes e com uma superfície equivalente à região norte da área metropolitana de Lisboa, existe agora um aeroporto com quatro terminais com uma capacidade para cerca de setenta milhões de passageiros (21 milhões para o 1º, 23 milhões para o 2º, 22 milhões para o 3º, além do ‘budget' terminal em operações desde 2006, para 2,7 milhões de viajantes) e que teve 37 milhões de passageiros em 2007. Logo em 1988 destronou o aeroporto de Schiphol como o melhor aeroporto do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;Planeamento valorizado, decisão atempada, rápida implementação, elevada eficiência, custos razoáveis e benefícios inquestionáveis são a imagem de marca da decisão política e da administração pública de Singapura que, ano após ano, impressiona a maioria dos líderes mundiais. E que um dia também virá a receber uma outra aceitação na sociedade portuguesa quando esta perceber que tem de mudar, e muito, para romper com a sua mediania e se afirmar como uma nação moderna, inovadora, competente e eficaz entre as nações desenvolvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os parlamentares portugueses, os presidentes de câmara, os directores gerais dos ministérios, os reitores e directores de universidades, politécnicos e de centros de investigação, os directores de escolas de ensino secundário e primário e os responsáveis pelo planeamento regional e urbano muito ganhariam &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;se visitassem Singapura e se estabelecessem relações institucionais e profissionais com as entidades relevantes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Depressa que se faz tarde!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-3603972551746449845?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/3603972551746449845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=3603972551746449845' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3603972551746449845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3603972551746449845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2009/01/07-01-2009-mudar-este-pais.html' title='07-01-2009 Mudar este País'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-6022379364786227098</id><published>2008-12-27T16:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T16:20:37.279-08:00</updated><title type='text'>24-12-2008 Muito Tarda em Despertar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os portugueses são ricos em emoções mas estão longe de saber pensar bem o seu futuro. Faz-lhes falta pensar, ter estratégia, ter projecto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1194667.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1194667.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma andorinha não faz a primavera mas sempre a pré-anuncia. O mesmo significado tem a notícia de que mais uma empresa portuguesa se interessa pelo mercado chinês. Mas este interesse pelos mercados asiáticos continua a ser muito diminuto e a mudança de atitude por parte das empresas portuguesas continua a ser duma lentidão inimaginável, dir-se-ía mesmo dominada pela irracionalidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando o crescimento a Oriente bem poderia compensar as perdas que se estão a sofrer nos tradicionais mercados de exportação nacionais.Durante a maior parte do século XX a economia Mundial foi mobilizada pela Europa e pelos EUA e, parcialmente também, pelo Japão. As restantes economias da Ásia puderam ser praticamente ignoradas. O motor da economia no século XXI será, sem dúvida, a Ásia. A menos que haja um empenhamento da Europa e dos EUA nos mercados asiáticos, no limite, esta região pode vir a prescindir do interesse das empresas do Ocidente tal o nível de desenvolvimento alcançado, o tamanho da sua população e a dimensão dos seus mercados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;É completamente inadmissível que, nos primeiros oito meses de 2008, as importações da China com origem em Portugal tenham tido mais &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;uma quebra de 17,6%&lt;/span&gt;, em relação a igual período do ano anterior (fonte: mofcom.gov.cn), &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;continuando a perda de ritmo de 2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Quando ao mesmo tempo, e à semelhança do que ocorrera em 2007, a Irlanda teve um crescimento de 53,% e a Dinamarca de 55,1%. E a Espanha cresceu 39,3%. Quando o volume das importações da China com origem em Portugal não vai além de 13% do volume das importações da Irlanda ou da Dinamarca e de 6% das de Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A China, e toda a Ásia, está mentalmente muito distante de Portugal. Mas não está distante de mais nenhum país europeu. Uma particularidade nacional que justifica a pergunta: &lt;strong&gt;será que os (empresários e gestores) portugueses sabem pensar? Porque têm os portugueses medo da Ásia?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Governo, associações empresariais e empresas precisam de reflectir seriamente sobre a estratégia a seguir. Os países desenvolvidos têm uma estratégia económica definida, explicitada e publicada em relação à China. Onde está a estratégia portuguesa? Quem a define, quando e como? Quem, como e quando a divulga? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Macau é muito importante para Portugal. Mas para a China é o seu parque de diversões&lt;/strong&gt;. A China tem doze cidades com mais de quatro milhões de habitantes, para além de Pequim e Xangai. Não se chega às cidades da China através de Macau, como não se chega a Paris, Londres ou à Baviera através de Lisboa. A província de Hebei tem 63 milhões de habitantes, mais do que a esmagadora maioria dos países da UE. &lt;strong&gt;Há que estabelecer uma relação directa com as cidades capitais de província da China.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A representação de Portugal na China deverá ser repensada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. A AICEP da Austrália (Austrade) tem escritórios em Pequim, Xangai, Chengdu, Dalian, Guangzhou, Hangzhou, Hong Kong, Kunming, Macau, Nanjing, Ningbo, Qingdao, Shenzhen, Wuhan, Xi’an. A AICEP de Singapura (IE Singapore) tem 45 profissionais em oito escritórios na China, produzindo estudos de mercado para as suas empresas ali estabelecerem uma presença adequada. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O volume das importações da China com origem em Portugal, nos oito meses de 2008, representa pouco mais que 1,6% do volume das importações da China com origem em Singapura. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há que enfrentar a vulnerabilidade das exportações para Singapura que têm estado quase totalmente concentradas na actividade de uma só empresa, a maior exportadora portuguesa, que muito recentemente esteve em risco de falência. Reafirma-se o que se vem clamando, há já algum tempo, de que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;é urgente diversificar o padrão das exportações para Singapura e a Malásia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O desaparecimento da Qimonda poderia significar, não só um profundo rombo no volume global das exportações, mas também o quase completo esvaziamento das relações comerciais com estes países do Sudeste Asiático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que faz falta aos portugueses não é, em primeiro lugar, dinheiro para investir. O que faz falta é pensar, ter estratégia, ter projecto, ter metodologias eficazes de implementação. Os portugueses são ricos em emoções mas estão longe de saber pensar bem o seu futuro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bom Natal e &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;um Novo Ano mais inteligente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-6022379364786227098?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/6022379364786227098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=6022379364786227098' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6022379364786227098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6022379364786227098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/12/24-12-2008-muito-tarda-em-despertar.html' title='24-12-2008 Muito Tarda em Despertar'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-6692676768148596608</id><published>2008-12-10T16:21:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T16:30:08.892-08:00</updated><title type='text'>10-12-2008 Avaliação e Sucesso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Singapura gasta no ensino primário menos que 27 dos 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1190804.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1190804.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Alunos de universidades portuguesas colocam-me frequentemente a questão dos factores de sucesso de Singapura por contraste com Portugal. Recorde-se que Singapura adquiriu a independência em 1965. Era então um pântano polvilhado por tugúrios onde grassava ainda a tuberculose e a guerrilha racial.  No início dos anos oitenta o nível de desenvolvimento entre os dois países era semelhante. Em 2007, &lt;strong&gt;o PIB per capita de Singapura atingiu os 49.900 dólares enquanto  o de Portugal ficou-se  pelos  21.800 dólares.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em alternativa a uma comparação baseada em indicadores, optei por questionar os factores de sucesso percebidos por  cidadãos com conhecimento privilegiado, reunindo um ‘focus group’ constituído por um professor universitário, um docente de instituto politécnico, dois professores de ensino secundário, um quadro superior público de apoio  às PME, um jornalista sénior e um jornalista júnior, pertencentes ambos aos jornais de maior circulação de Singapura. Perguntei-lhes &lt;strong&gt;a que se devia o sucesso do seu país. &lt;/strong&gt;A resposta foi unânime: &lt;strong&gt;à liderança de Lee Kuan Yew e à sua &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;direcção estratégica&lt;/span&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não sendo descabido utilizar o mesmo factor explicativo em relação a Portugal, poder-se-ía afirmar que o menor sucesso nacional decorre do conjunto das orientações estratégicas que o conjunto das lideranças pôs em prática durante os últimos trinta anos. Uma conclusão politicamente incorrecta. Mas sobre a qual seria desejável que as elites de esquerda, centro e direita,  que vêm gerindo o sistema político português desde abril de 1974, aceitassem reflectir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um sistema onde, em qualquer momento, um qualquer grupo profissional é capaz de bloquear a transformação imprescindível do país. Um sistema onde a retórica se sobrepõe à lógica de resultados, onde as palavras valem mais que as acções.  Onde as emoções valem mais que a avaliação científica dos problemas, mais que a análise comparada com outros países, mais que a elaboração fundamentada das estratégias, a  discussão serena e a mobilização do país em torno de objectivos de interesse nacional. Um sistema político onde a dramatização substitui o rigor. Um sistema político onde as agendas da esquerda, do centro ou da direita valem mais do que a agenda de Portugal. Qualquer observador atento à evolução de Portugal perguntar-se-á &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;para que serve este sistema democrático e estas lideranças de esquerda, centro e direita, se em conjunto não são capazes de assegurar o crescimento económico, o desenvolvimento, o emprego, o bem estar da população portuguesa?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Muita ideologia, fraca estratégia, pouco pragmatismo, magros resultados práticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Avaliação do desempenho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Singapura, um dos ‘top performers’ mundiais a nível da educação, dedicou-lhe uma larga fatia do orçamento nos primeiros anos após a independência. Hoje  gasta no ensino primário menos que 27 dos 30 países da OCDE. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Razão suficiente para questionar o grupo focal sobre&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; o que explica, então, o sucesso do sistema de ensino de Singapura a nível primário e secundário. Sem hesitação o grupo atribuiu à introdução da avaliação de desempenho dos professores o salto qualitativo alcançado no ensino de Singapura nos últimos dez anos. .&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os aumentos salariais e os prémios de desempenho,  bem como a atribuição de prémios às equipas de docentes, estão  associados à avaliação do desempenho. Que é apoiada pela maioria dos professores, como resulta dum inquérito realizado no ano passado a uma amostra 3.300 professores.Singapura adoptou na educação um sistema de avaliação que tem em conta não só o desempenho anual do professor mas também o seu potencial de desempenho futuro. Avalia em que medida os objectivos de trabalho docente foram alcançados (actividades de de ensino, actividades co-curriculares, projectos e tarefas, etc)  e os níveis de competência atingidos em termos de conhecimentos e habilidades, bem como as características profissionais dos docentes. A classificação traduz-se num A, B, C, D ou E. Enquanto Portugal resiste à mudança necessária para enfrentar os desafios do mundo globalizado, Singapura põe em prática  soluções eficazes e influencia os caminhos do século XXI.  &lt;strong&gt;Enquanto Portugal se fragiliza, Singapura fortalece-se&lt;/strong&gt;. Sem fundos da UE! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-6692676768148596608?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/6692676768148596608/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=6692676768148596608' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6692676768148596608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6692676768148596608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/12/10-12-2008-avaliao-e-sucesso.html' title='10-12-2008 Avaliação e Sucesso'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-2082996243698401825</id><published>2008-11-26T16:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-27T16:39:36.045-08:00</updated><title type='text'>26-11-2008 Crise e Adaptabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O Governo de Singapura apoia as empresas, ajudando-as a reduzirem os seus custos e a salvarem os postos de trabalho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1187153.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1187153.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As crenças e ideologias partilhadas a nível colectivo, como a nível individual, são factor decisivo na adaptação em tempo de crise e na sua resolução. Numa sociedade onde a interpretação dos factos é predominantemente feita tendo por base o conflito, onde as diferenças são reforçadas, onde os  distintos interesses são destacados, a adaptação a novas realidades é penosa, tortuosa e lenta. &lt;strong&gt;Onde as crenças e ideologias valorizam a necessidade de manter os sistemas funcionais e integrados, onde os interesses comuns são factores de mobilização, as crises são percebidas como desafios e enfrentadas com &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;pragmatismo&lt;/span&gt;, a procura das soluções  é partilhada e a adaptação é progressiva e sustentada.  A  ultrapassagem  da crise é um sucesso colectivo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para que a sociedade adopte uma postura mobilizadora em tempo de crise económica é fundamental que o sistema político assegure a harmonia, a justiça social e que concorra para uma sociedade inclusiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim, quando numa situação de recessão em que existe excesso de pessoal é aplicado o recurso ao despedimento de uma percentagem significativa de colaboradores, sem que todas as outras opções tenham sido antes consideradas, não se está decerto a demonstrar sentido de responsabilidade social nem a contribuir para manter a harmonia e a justiça social. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A introdução de flexibilidade no período de prestação de trabalho, a  par da redução do tempo semanal de trabalho, e mesmo a cessação temporária do contrato de trabalho, são algumas das  alternativas.&lt;/strong&gt;  Outras medidas estão a ser postas em prática por  governos dinâmicos, como o de Singapura, que, com uma abordagem tripartida com as associações patronais e os sindicatos, pretende &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;que as empresas mantenham os seus trabalhadores em vez de os despedirem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Foi há dias criado um programa para os próximos dois anos, “The Skills Programme for Upgrading and Resilience” (SPURS), cujos objectivos são, em primeiro lugar, a redução dos custos de pessoal com manutenção dos postos de trabalho, em segundo lugar, o apoio ao desenvolvimento de competências (‘reskill’ &amp;amp; ‘upskill’) dos trabalhadores ou no activo ou desempregados e, em terceiro lugar, o apoio aos empresários e trabalhadores para tirarem partido de novas oportunidades que estão a emergir durante esta fase do ciclo económico. A colocação dos desempregados em novos empregos, em sectores que continuam a crescer, integra este programa. Para além dos 2,3 mil milhões de dólares com que as empresas serão apoiadas para controlarem custos e aumentarem o seu ‘cash flow’, uma verba de seiscentos milhões de dólares será atribuída ao SPURS a fim de apoiar os programas de formação mas também para compensar as empresas com trabalhadores em formação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As sociedades cooperam com os seus líderes públicos e privados quando em tempo de dificuldade percebem que também estes fazem sacrifícios.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Assim, no próximo ano, o Presidente, o primeiro-ministro, os membros do Governo de Singapura e os directores gerais terão uma redução entre 18 e 19% nos seus salários. Os membros do Parlamento receberão 16% menos. As chefias da função pública terão os seus vencimentos reduzidos em 12%. Todos os funcionários públicos receberão menos um mês de prémio no próximo ano. As empresas públicas seguirão idêntico padrão. Na ‘holding’ pública Temasek, cujo “portofólio” atinge os 130 mil milhões de dólares, os salários dos gestores de topo sofrerão um corte de 15 a 25%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A fim de prevenir a ruptura do tecido social o Governo de Singapura apoia as empresas, ajudando-as a reduzirem os seus custos, a manterem-se viáveis e a salvarem os postos de trabalho, e apoia as famílias com rendimentos médios ou baixos, nomeadamente com  transferências pecuniárias. Através destas e de outras medidas contracíclicas, nomeadamente do aumento do investimento em infraestruturas e do aumento das despesas públicas, Singapura, país de pequenas dimensões e sem quaisquer recursos naturais, que venceu as crises de 1985, 1998 e 2001/2003, prepara-se uma vez mais para demonstrar a sua capacidade de &lt;strong&gt;transformar a adversidade em oportunidade&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-2082996243698401825?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/2082996243698401825/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=2082996243698401825' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2082996243698401825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2082996243698401825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/11/26-11-2008-crise-e-adaptabilidade.html' title='26-11-2008 Crise e Adaptabilidade'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-8232667531124515529</id><published>2008-11-12T07:15:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T07:22:01.540-08:00</updated><title type='text'>12-11-2008 - Missões a Cidades Emergentes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;É do lado do sol nascente que estão a surgir as melhores oportunidades, nomeadamente na China e na Índia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1183234.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1183234.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A actual crise financeira desencadeada, nos EUA, por práticas neo-liberais excessivas provocou um verdadeiro “efeito dominó” sobre todos os sistemas financeiros e económicos. O factor desencadeante (‘trigger effect’) é conhecido: o crédito hipotecário. Entre os factores de reforço está, decerto, o ambiente de desregulação. Caso para se questionar se os ‘checks and balances’ se devem, ou não, aplicar sempre aos sistemas económicos, como o são aos sistemas políticos. Onde há comportamento humano há pulsões que podem requerer contenção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A ruptura política de Obama, que nestes dias teve lugar nos EUA, está em melhores condições para contribuir para a introdução do equilíbrio de que o sistema carece a nível global. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas não se discutem, por ora, os factores predisponentes da crise associados ao estado da economia real dos EUA, de que a crise da General Motors/Chrysler, a crise da indústria automóvel norte-americana, mais não é do que um sintoma. Um sintoma da progressiva perda da posição dominante da economia norte americana em relação à economia global, cuja energia flui, hoje, mais do Oriente que do Ocidente. Nunca, como hoje, a análise prospectiva da evolução da economia mundial nos próximos cinco, dez, vinte ou trinta anos, e das alternativas estratégicas, se tornou matéria urgente, não apenas para americanos mas também para europeus. Porque o futuro já está aí.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Muito embora sejam várias as empresas que em Portugal só descobriram as oportunidades da economia norte americana na fase descendente do ciclo, é do lado do sol nascente que estão a surgir as melhores oportunidades, nomeadamente nas cidades emergentes, como Hangzhou, Chen-gdu, Nanjing, Tianjin, Shenyang, Chongqing, na China, Mumbai, Bangalore, Hyderabad, Pune, Chennai ou Calcutá, na Índia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E, sendo isto verdade, nada garante que nisto acreditem as empresas portuguesas. A menos que as autoridades portuguesas, os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Economia o afirmem, ou disso dêem conta as instituições representativas como a AEP, a AIP ou a CIP. O que, afinal, torna muito semelhantes as práticas das empresas portuguesas e das empresas asiáticas. Só avançam em missões comerciais quando enquadradas pelas autoridades e pelas associações empresariais. E, por este facto, os empresários e gestores portugueses quando se deslocam em missão a outros países precisam de atribuir uma importância significativa, também, aos encontros com as autoridades centrais, regionais ou locais e com as organizações empresariais que afinal são quem lhes abre as portas do negócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma missão às cidades emergentes asiáticas comporta sempre, antes das reuniões com os parceiros potenciais, apresentações sobre a economia do país, ou da região e da cidade. Assinam-se acordos e trocam-se presentes. E, naturalmente, as autoridades esperam que os empresários estrangeiros visitem e apreciem os seus símbolos culturais. Como muito bem sabem os gestores e empresários portugueses, a internacionalização exige atitudes e comportamentos adequados. Exige educação apropriada. Implica muito conhecimento, muitas competências. E em matéria de relações públicas quem as não tem que não tarde em obtê-las. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assinale-se a seriedade e a forma como se preparam os empresários e gestores asiáticos quando integram uma missão a um país estrangeiro. Os asiáticos estudam ‘dossiers’ sobre o país e os seus mercados e participam em seminários onde são debatidos os desafios que as empresas têm de enfrentar, em particular quando pretendem instalar-se nesses países. As estatísticas sobre as trocas comerciais, o investimento estrangeiro, os requisitos contabilísticos, as leis do trabalho, os impostos, a transferência de lucros, os problemas resultantes da variação das taxas de câmbio e dos juros, as redes logísticas, os regulamentos alfandegários, e a propriedade intelectual são matérias versadas nesses encontros que são sempre largamente participados. E, obviamente, onde são abordadas as especificidades culturais relevantes para a realização de negócios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os empresários asiáticos são negociadores hábeis mas agradáveis. Simples mas orgulhosos dos seus sucessos ignoram quem os menospreze. Porque chegou a sua hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-8232667531124515529?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/8232667531124515529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=8232667531124515529' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8232667531124515529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8232667531124515529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/11/12112008-misses-cidades-emergentes.html' title='12-11-2008 - Missões a Cidades Emergentes'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-8130083645663049570</id><published>2008-10-29T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T23:47:13.058-08:00</updated><title type='text'>29-10-2008 Proacção e "Governance"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;À cegueira comunista veio a suceder a cegueira capitalista incapaz de manter um olhar atento sobre os seus resultados e consequências.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1179270.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1179270.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A actual crise financeira e económica ilustra como &lt;strong&gt;os sistemas de crenças determinam bem mais as decisões humanas do que a pura racionalidade&lt;/strong&gt;.  A crença no ‘laissez faire’ não pode admitir que não há apenas uma mão invisível em acção mas muitos tipos de mãos invisíveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À cegueira comunista veio a suceder a cegueira capitalista incapaz de manter um olhar atento sobre os diferentes níveis da decisão financeira, sobre os seus resultados e sobre as suas consequências. Ideologia a induzir o fecho prematuro do campo de análise e de intervenção, dando lugar a um simplismo analítico onde nem todas as unidades de análise relevantes foram seleccionadas para serem acompanhadas e para serem devidamente reguladas na actual fase da globalização. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tal como os comportamentos económicos e financeiros em contexto comunista se não puderam explicar apenas pela pretensa racionalidade do planeamento central também agora não os podemos explicar com base na pretensa racionalidade estratégica e operacional da firma. Porque os actores em jogo não são apenas organizacionais mas são pequenos grupos, elites, líderes empresariais, gestores cujos interesses e racionalidade podem conflituar, de facto, com os interesses do conjunto dos ‘stakeholders’. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E, por isso, para &lt;strong&gt;além duma crise financeira, e agora também económica, o&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; que o Mundo enfrenta é uma crise de ‘governance’&lt;/span&gt; a múltiplos níveis.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entendam-se as raízes ideológicas e comportamentais da crise do ‘subprime’ e da actual crise económico-financeira e construa-se um novo sistema de prevenção, monitorização e gestão dos sistemas financeiros a nível global, em vez de simplesmente se acusarem os que a propiciaram, como Phil Gramm, o senador que promoveu as leis Gramm-Leach Biley Act de 1999 e o Commodity Futures Modernisation Act de 2000 que enfranqueceram a regulação financeira e tornaram possíveis os empréstimos irresponsáveis e a falta de supervisão do crédito hipotecário, ou Alan Greenspan, ex-’chairman’ da Reserva Federal americana, cuja fé na autoregulação dos mercados contribuiu para rejeitar uma maior regulação de produtos financeiros complexos, ou Cristopher Cox, ‘chairman’ da Securities and Exchange Commission, a quem competia supervisar Wall Street e que não quis ou não pode regular os bancos de investimento, ou Ian McCarthy, CEO da Beazer Homes USA, que favoreceu a venda de habitações a quem a não podia pagar, tal como Angelo Mozilo, fundador da Countrywide Financial, considerado o rei do mercado de ‘sub-prime’, ou James Cayne, ex-CEO do Bear Sterns, Franklin Raines, ex-CEO do Fannie Mae, Richard Fuld, ex-CEO do Lehman Brothers, ou Joe Cassano, ex-chefe do departamento de produtos financeiros da AIG. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;China-Singapura&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto a crise paralisa a decisão de muitos agentes económicos a Ocidente, e os mais esclarecidos revêem as suas estratégias e avançam em novas direcções, Singapura vai dando o exemplo prosseguindo o alargamento sistemático da sua rede de relações económicas bilaterais, enquanto as negociações de Doha se desvanecem no marasmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A assinatura do Acordo de Livre Comércio entre Singapura e a China, que teve lugar, em Pequim, no passado dia 23 de Outubro, eliminará a partir de Janeiro de 2009 85% das taxas cobradas às exportações de Singapura, permitirá a empresas de saúde da cidade-Estado deterem 70% do capital de hospitais chineses e concederá liberdade de movimentos a empresários e profissionais de ambos os países. As exportações da China para Singapura passam a ser totalmente liberalizadas. Foi o primeiro acordo a ser celebrado entre a China e um país asiático.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Singapura não investe só em Pequim e Xangai. Em Tianjin constrói uma “eco-cidade”. Em Chengdu e Hangzhou apoia nomeadamente os sectores de logística, turismo, sistemas de informação, serviços financeiros, de saúde e de educação, para além da construção e gestão de centros comerciais. Xian será a próxima prioridade.As empresas portuguesas, ao estabelecerem as suas subsisdiárias em Singapura, poderão aceder aos benefícios do acordo assinado com a China.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Da China sopram bons ventos para quem sabe navegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;in Diário Digital&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a id="'&amp;amp;id_news=" href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section" page="0"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section id=&amp;amp;id_news=359049&amp;amp;page=0&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sábado, 15 de Novembro de 2008 10:44&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;G20: França anuncia acordo para nova regulação mundial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os dirigentes dos principais países industrializados e emergentes reunidos na cimeira do G20, em Washington, chegaram a &lt;strong&gt;um acordo para sustentar a economia, concretizar uma nova regulação internacional e reformar a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;governação mundial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, disse hoje a presidência francesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Eliseu, as decisões do G20 devem ser resumidas num comunicado de cinco páginas, que será divulgado hoje no final desta cimeira inédita que decorre desde sexta-feira em Washington com o objectivo de pôr cobro à pior crise financeira depois da Depressão de 1930.&lt;br /&gt;A presidência francesa adiantou que será feito a 31 de Março de 2009 um primeiro balanço dos trabalhos a desenvolver a partir das decisões tomadas na cimeira.&lt;br /&gt;De seguida, até 30 de Abril haverá lugar a um novo encontro do G20, não se conhecendo ainda em que local.&lt;br /&gt;Segundo a presidência francesa, o texto que está a ser estudado na cimeira inclui «mensagens positivas de três ordens: sustentabilidade da economia, nova regulação internacional e reforma da governação mundial».&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-8130083645663049570?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/8130083645663049570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=8130083645663049570' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8130083645663049570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8130083645663049570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/10/29-10-2008-proaco-e-governance.html' title='29-10-2008 Proacção e &quot;Governance&quot;'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-2688428773748205915</id><published>2008-10-15T07:39:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T07:42:33.037-08:00</updated><title type='text'>15-10-2009 Crise e Arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os galeristas dos EUA e da Europa não perdem oportunidades para promover as obras dos seus pintores no Oriente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1175264.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1175264.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando uma sucessão de terramotos, com epicentro nos EUA,  abalava o sistema  financeiro mundial e ondas de choque se propagavam inexoravelmente pelas economias nacionais de Ocidente a Oriente, 110 galerias de arte reunidas na ArtSingapore, de 10 a 13 de Outubro, davam a conhecer uma amostra do melhor que se produz de arte contemporânea  na Ásia, do Japão à Coreia do Sul, da China a Singapura, Tailândia, Vietname, Indonésia e Filipinas, à  Índia. Uma evidente demonstração do vigoroso processo de desenvolvimento que atravessa a Ásia e do crescente poder económico das suas elites. Uma expressão do posicionamento cada vez mais proeminente da arte asiática no mundo global da arte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Contrastando com a angústia que perpassa a Ocidente, galeristas e pintores exprimiram paz e confiança no futuro da Ásia e nas suas riquíssimas expressões artísticas enquanto interpretaram os episódios perturbadores a que se assiste nos dias que correm como dores de parto de um novo mundo. ArtSingapore foi esteticamente uma exposição de modernismos plurais, que dominantemente se afirmam  como um contínuo histórico-artístico autónomo e distinto dos cânones euro-americanos, com temáticas que oscilam entre o local e o global, que comunicam energia e espiritualidade, tabus e sensualidade, e onde o experimentalismo tem livre curso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A criação visual moderna também ela se libertou na China com a política de abertura de Deng Xiao Ping, a partir de 1979. Na Índia múltiplos movimentos se manifestaram de Nova Delhi a Bombaim, alastrando a uma miríade de cidades de menor dimensão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A primeira exposição de arte contemporânea pan-asiática teve lugar em Nova Iorque, em 1996. Foi também nos anos 90 que o mercado de arte se veio a afirmar e a crescer nas  principais cidades asiáticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em 1999, um óleo do pintor indonésio do século XIX,  Raden Saleh, foi adquirido em Singapura por um amante de arte local pela extraordinária quantia de 1,43 milhões de dólares americanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nos últimos cinco anos a Índia viu florescer  as transacções de arte,  não mais à custa dos cidadãos indianos da diáspora mas, em larga medida, devido ao aumento do poder de compra da classe média. Os indianos residentes na Índia são responsáveis por 85% das aquisições.  As transacções de arte indiana ultrapassam actualmente  os 350 milhões de dólares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O marketing e a promoção da arte asiática têm-se vindo a expandir de forma sustentada a nível mundial nas últimas décadas. A revista Arts of Ásia surgiu pela primeira vez em Hong Kong em 1971. AsianArtNews, que se publica na mesma cidade desde 1991, viu surgir a seu lado múltiplas concorrentes, desde Daruma Magazine dedicada à arte japonesa e publicada desde 1994, à Art Índia no seu décimo segundo ano de vida, à revista indiana Art &amp;amp; Deal  em existência desde 2002. Art_Icle, dedicada à arte e cultura japonesa, pôs em Outubro nas bancas o seu 12º volume. Mais recentemente viu a luz da ribalta a revista Gallery, com origem na cidade chinesa de Guangzhou, que distribui actualmente 80.000 exemplares.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A arte asiática contemporânea está exuberante. Mercê, igualmente, de uma valorização crescente das condições de formação e de criação artística nas sociedades asiáticas donde emanam.  Os ocidentais apreciam e usufruem deste gosto pela arte contemporânea da Ásia.  Os galeristas dos EUA e da Europa não perdem oportunidades para promover as obras dos seus pintores no Oriente. Na ArtSingapore não faltaram, entre outros, os EUA, a França e a Espanha.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Apesar desta se realizar desde o ano 2000, Portugal, país com uma reconhecida plétora de artistas plásticos,  nunca esteve presente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há sempre uma primeira vez. Será 2009?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-2688428773748205915?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/2688428773748205915/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=2688428773748205915' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2688428773748205915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2688428773748205915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/10/15-10-2009-crise-e-arte.html' title='15-10-2009 Crise e Arte'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-8234510141817914991</id><published>2008-10-01T07:43:00.000-07:00</published><updated>2008-11-22T04:04:44.394-08:00</updated><title type='text'>01-10-2008 Equilibrar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O abandono da Ásia por parte da Europa, aquando da crise financeira sofrida em 1997, deixou um amargo de boca aos líderes asiáticos. Anos continuam a ser perdidos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1170716.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1170716.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A crise financeira, emanação de graves falhas de regulação no sistema financeiro americano, tornou-se verdadeiramente global. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Se causa perplexidade o facto das instituições relevantes dos EUA não terem prevenido a tempo este colapso, não é motivo para menos preocupação &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a incapacidade da Europa para antecipar consequências e para agir proactivamente a nível político e financeiro na cena internacional&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Europa, a quem falta a necessária coesão na acção, continua a afirmar-se como dependente das forças e fraquezas americanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Num novo contexto histórico, que vai assistindo ao &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;fim do domínio que o Ocidente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; disfrutou durante os últimos duzentos anos(1), &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;é mais do que tempo para a Europa,&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;reafirmando a aliança atlântica&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;, assumir uma forte liderança&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;(2)&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;no concerto das nações.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Em vez de se remeter a uma posição digna e honrosa mas de mero aconselhamento e de ‘lobbyist’,&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;a Europa tem hoje uma oportunidade para tomar a iniciativa a nível diplomático, económico e financeiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, como também, ao nível da política de segurança global, e para estabelecer relações privilegiadas com a Ásia. A Ásia beneficiaria desta Europa mais autodeterminada na construção de um mundo multipolar mais equilibrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Ásia deverá poder contar com uma Europa não concentrada apenas nos seus interesses imediatos mas que esteja deveras empenhada no desenvolvimento da China, da Índia, do Sudeste Asiático, dos países asiáticos em geral, sem estar constantemente à procura dos aspectos negativos ou menos positivos desse processo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Ásia precisa de ser assumida como um parceiro da Europa. A mentalidade colonial não tem mais lugar nas relações entre a Europa e a Ásia e esta não precisa que lhe dêem lições. Mas espera que com ela cooperem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Europa ganharia em desenvolver alianças activas com os países amigos da região. Uma aproximação que cada um dos países europeus pode ajudar a fermentar, Portugal incluído.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Muitos milhares de empresas europeias estabeleceram-se na Ásia. Mas as relações institucionais entre a União Europeia, a China, a Índia, Singapura ou a ASEAN têm progredido muito lentamente. São ainda magros os progressos alcançados ao nível do Asia Europe Summit Meeting (ASEM), criado em 1996. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O abandono da Àsia por parte da Europa, aquando da crise financeira sofrida em 1997, deixou um amargo de boca aos líderes asiáticos. Anos continuam a ser perdidos para a aproximação institucional e para a celebração de acordos de cooperação económica ou de livre comércio. Os países asiáticos deveriam ser prioritários para a política externa da Europa. E não apenas o Japão. E as suas preocupações deviam merecer a maior atenção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É do melhor interesse da Europa e da Ásia, onde vive a maior parte da população islâmica do mundo, apoiar o desenvolvimento efectivo do Estado Palestiniano, a par do respeito pelo Estado de Israel, integrar e apoiar o desenvolvimento das comunidades islâmicas e ter em consideração os seus sentimentos. Uma forma de evitar a humilhação e de prevenir o alastramento do ódio que é o caldo do terrorismo. Ódio e pobreza são a mistura mais explosiva do século XXI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Ásia é um continente geograficamente distante da Europa. E, por isso, os europeus corrrem o risco de instintivamente colocarem os que estão longe da vista, longe do coração. Mas a Ásia tornou-se um continente com economias cada vez mais poderosas, povos confiantes no seu futuro, admirados pelo seu profissionalismo, o seu método, a sua organização, a sua paixão pela perfeição. Que esperam o respeito e o reconhecimento por parte dos países ocidentais. Que esperam uma redistribuição justa e equilibrada na partilha do poder nas instituições que gerem os assuntos globais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Ásia espera uma nova atitude da Europa, uma visão do século XXI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;-----------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#3333ff;"&gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos preparam-se para o declínio&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20081122&amp;amp;id="&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;in Público, 22.11.2008, Francisca Gorjão Henriques &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/"&gt;http://jornal.publico.clix.pt/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relatório especial da espionagem norte-americana prevê uma transferência sem precedentes de riqueza do Ocidente para o Oriente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Estados Unidos em declínio. A China e a Índia mais poderosas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Falta de alimentos. Falta de água. Muitas armas. Será assim o mundo em 2025. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estas são algumas das conclusões de um relatório do National Intelligence Council, um think tank dos serviços de informação norte-americanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cada cinco anos, especialistas de várias áreas são ouvidos para encontrar as tendências globais do futuro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O relatório Global Trends 2025: A Transformed World é mais pessimista que os anteriores, sobretudo quanto ao papel dos EUA na cena internacional. Mas não chega a ser fatalista. Tudo dependerá das respostas dos líderes às crises que vão encontrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O documento foi precisamente preparado para estar em cima da mesa da Sala Oval a 20 de Janeiro, quando Barack Obama tomar posse como Presidente.E os cenários não são traçados a cor-de-rosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é que os EUA deixem de ser a grande potência mundial. Mas a dispersão de autoridade, que tem sido já uma tendência nas últimas duas décadas, irá aumentar. "Os BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China] não deverão desafiar o sistema internacional como fizeram a Alemanha e o Japão nos séculos XIX e XX, mas, devido à sua ascensão geopolítica e económica, terão um maior grau de liberdade para adoptar as suas medidas políticas e económicas em vez de integrar totalmente as normas internacionais", lê-se. E mesmo no campo militar, "em que os EUA continuarão a possuir vantagens consideráveis em 2025, os avanços feitos por outros na ciência e tecnologia, adopção de tácticas bélicas irregulares por estados e actores não estatais, irão limitar a liberdade de acção dos EUA".O relatório também refere que a emergência de sistemas multipolares torna o mundo mais instável do que com um sistema uni ou bipolar. Os riscos advêm da concorrência no comércio, investimentos e inovação tecnológica, embora não se possa excluir um cenário como o do século XIX de corrida ao armamento, expansão territorial e rivalidades militares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Não é que vá estar em total colapso, mas daqui a quinze anos, "o sistema internacional, tal como foi construído na sequência da II Guerra Mundial, será praticamente irreconhecível". Isto por causa da emergência de novas potências, de uma &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;economia globalizada&lt;/span&gt;, uma &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;transferência histórica de alguma riqueza e poder económico do Ocidente para Oriente&lt;/span&gt; e da crescente influência dos actores não estatais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;2) FINALMENT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;E A EUROPA FOI CAPAZ DE ENSAIAR A LIDERANÇA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Reunião do G20 em Washington&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Luis Rego em Bruxelas, DIÁRIO ECONÓMICO 2008-11-17 00:05&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Começou a reforma da economia mundial&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;G20 determinou o que mudar e os prazos. Agora falta concretizar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os Estados Unidos e as mais ricas e promissoras economias mundiais adoptaram, grosso modo, o plano europeu de reforma do sistema financeiro internacional acordado em Bruxelas, incluindo um calendário para apertar a regulação no sector e reformar as instituições de Bretton Woods, o FMI e o Banco Mundial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os receios de excesso de regulação por parte da administração americana foram serenados com uma declaração de apoio à economia capitalista de mercado que, diz a Casa Branca, impediu o “assalto ao capitalismo”.Os ministros das Finanças dos 20 países reunidos emWashington foram mandatados para concretizar propostas a tempo da próxima reunião, no dia 30 de Abril, desta feita em Londres, 101 dias depois de Barack Obama tomar posse como presidente dos EUA. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dando uma nova dinâmica ao processo, o ex-senador de Illinois pode ditar no futuro próximo o êxito ou fracasso da reunião deste fim-de-semana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nicolas Sarkozy, actual presidente da UE, cantou vitória no sábado dizendo “tudo ou quase tudo”o que a UE propôs foi aceite. “As agências de notação serão registadas e supervisionadas, os bancos que tenham uma política de remuneração exagerada verão o seu ‘rating’ diminuído, teremos novas regras de contabilidade e acabámos coma concorrência entre praças financeiras, sob pretexto de que umas são menos supervisionadas do que outras”, explicou Sarkozy. Além disso, sobre os paraísos fiscais, ou os centros não cooperativos, “há uma obrigação de os bancos declararem tudo o que lá têm, e estes passaram a ser controlados”, explicou. “Todos os mercados financeiros, produtos e participantes serão regulados ou sujeitos a supervisão” diz o comunicado final. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Não haverá mais pontos cegos [no sistema financeiro]”, resume a chanceler alemã, Angela Merkel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É “histórico que aqui nos EUA a administração norte-americana aceite fazer um movimento [relativo ao mercado] que sempre recusou, fosse com democratas ou republicanos”, disse Sarkozy.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Revelou-se audaz a estratégia europeia de fazer esta cimeira durante a transição na Casa Branca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em que a administração Bush está fragilizada e Obama carrega baterias na sua sombra. Resta saber se o próximo presidente subscreve este plano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bush disse aos parceiros que tinha Obama bem informado e que tinha zelado pelos interesses americanos. “Quaisquer reformas que sejam recomendadas, precisamos de ser conduzidos por um facto simples: a melhor forma de resolver os nossos problemas é através do crescimento económico. E a forma mais segura para o crescimento é o capitalismo de mercado”, disse George W. Bush. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A parte mais prática da declaração defende que, “nos próximos 12 meses, vamos coibir-nos de erguer novas barreiras ao investimento ou comércio em bens e serviços, impondo restrições às exportações ou medidas inconsistentes com a OMC”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se o êxito das conclusões está sujeita à sua execução, a reunião já foi uma vitória para os líderes das economias emergentes que celebraram a presença no novo fórum mundial e viram a porta aberta a que os novos Fórum de Estabilidade Financeira, FMI e Banco Mundial reflictam o novo equilíbrio de forças mundial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hu Jintao, o presidente chinês, apelou a que isto seja o princípio de uma “nova ordem financeira internacional mais justa, inclusiva e ordeira”. “Estamos num mundo novo”, afirmou Sarkozy, “não é menos para os EUA, é mais para os outros”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-8234510141817914991?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/8234510141817914991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=8234510141817914991' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8234510141817914991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/8234510141817914991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/10/1-10-2008-equilibrar.html' title='01-10-2008 Equilibrar'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-1705961611325731134</id><published>2008-09-17T07:48:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T08:02:09.617-08:00</updated><title type='text'>17-09-2008 As Visitas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;As visitas de Estado são uma excelente oportunidade para promover as relações culturais e as relações económicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1165554.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1165554.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Visita-se por muitos motivos. Para manter relações e reforçar a amizade. Hoje menos, por cerimónia, por cortesia, por respeito. Cada vez mais por curiosidade, para fazer turismo. Também para inspeccionar, controlar e corrigir situações. E, frequentemente, por negócio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As visitas de Estado, para além das formalidades diplomáticas, são uma excelente oportunidade para promover as relações culturais e as relações económicas. Muitas são bem eficazes e geram o aumento do investimento e do emprego. E, no curto prazo, fomentam a expansão do comércio bilateral. Estudos internacionais recentes apontam para um aumento de 8 a 10% das exportações após as visitas de Estado. Mas este crescimento depende da repetição destas visitas entre os países em questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas há, também, “visitas de estudo” de líderes políticos nacionais ou provinciais cujo efeito é ainda mais retumbante. Porque o que as mobiliza não é a simples curiosidade mas uma avaliação no terreno de políticas adoptadas e dos modelos que as sustentam. Recorde-se a este propósito a visita de Deng Xiao Ping a Singapura, em Novembro de 1978. Singapura tornou-se, desde então, o modelo preferido de Deng para a China (Michael Leifer, Singapore Foreign Policy, London, Routledge, 2000).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Actualmente visita a cidade Estado uma delegação de Cantão (Guangdong) com vinte altos dirigentes públicos e 400 empresários, chefiada pelo secretário geral do Partido Comunista da província, Wang Yang. O Housing Development Board, modelo de habitação de iniciativa pública onde reside 80% da população, é uma das prioridades desta “visita de estudo”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tal como o modelo de desenvolvimento urbano, assente em planos de longo e muito longo prazo, que é gerido pela Urban Redevelopment Authority e que coordena o uso do território com o modelo de desenvolvimento económico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nestes, como em muitos outros domínios, há exemplos de grande eficácia e de eficiência a apresentar e que não deixarão de gerar parcerias, ‘joint ventures’, acordos, novos negócios, com benefício para as populações dos países envolvidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A saúde é outro caso exemplar, onde Singapura alcança os melhores indicadores do Mundo mas, ao mesmo tempo, onde só gasta actualmente 4% do PIB. Onde os EUA gastam 16%. É que não há competitividade que valha quando o modelo é inadequado e o uso dos recursos é ineficiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que impressiona o visitante estrangeiro interessado em processos de desenvolvimento é a combinação de uma forte economia de mercado com uma forte intervenção de ‘holdings públicas’, altamente lucrativas, responsáveis por cerca de 60% do PIB, dirigidas pelos mais destacados gestores nacionais ou estrangeiros, com uma forte e clarividente direcção política. Uma realidade que liberais e socialistas portugueses terão dificuldade em entender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma verdadeira terceira via que atrai um número crescente de países em desenvolvimento sem desencadear qualquer ameaça a quem quer que seja, dada a sua dimensão: Singapura é o segundo país mais pequeno da Ásia, com cerca de 700km2, mas com um volume de trocas comerciais de 847 mil milhões de dólares, em 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal é visitado e visita. Aos de fora precisa de apresentar com maior agressividade os seus modelos de sucesso no planeamento urbano, na habitação pública, na saúde, na educação e na ciência, na administração pública, na industrialização. Onde quer que exista potencial há que gerar parcerias, ‘joint ventures’, acordos, novos negócios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Empresários portugueses embarcam em comitivas de Estado de um país que parece não ter mais que cinquenta empresas para apresentar no exterior. Uma imagem que se espalha. Que é afinal consistente com o facto de num território de mais de 91.000 km2 não irem além dos 127 mil milhões de dólares, em 2007, as trocas comerciais com o Mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Faz falta a Portugal serenidade para encontrar uma direcção e um futuro. Enquanto na cultura política predominar o prazer da conflitualidade, a exposição pública de egos frágeis à procura de compensações simbólicas Portugal não será mais que um país liliputiano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal precisa de procurar convergências para rasgar os caminhos do Mundo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E para provar que a democracia é um modelo eficaz para satisfazer as necessidades de uma Nação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-1705961611325731134?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/1705961611325731134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=1705961611325731134' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1705961611325731134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1705961611325731134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/09/17-9-2008-as-visitas.html' title='17-09-2008 As Visitas'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-1054420580387479450</id><published>2008-09-03T07:55:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T08:02:31.898-08:00</updated><title type='text'>03-09-2008 A Última Prioridade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A Ásia é quase um deserto para Portugal, como as estatísticas das exportações relativas aos cinco primeiros meses deste ano indiciam.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1160673.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1160673.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É facto que os empresários portugueses não vêem nem a China, nem o Sudeste Asiático, nem a Índia como fonte de oportunidades. E as excepções não fazem a regra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As enormes capacidades demonstradas pela China, o ritmo do seu crescimento, as extraordinárias transformações que nela têm lugar e a sua trajectória como superpotência são percebidas, em Portugal, ou como irrelevantes ou, então, como uma ameaça. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Apesar de a China ser o segundo parceiro comercial da UE. Apesar de as exportações da UE para a China terem mais do que duplicado entre 2003 e 2007, alcançando neste último ano os 72 mil milhões de euros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Imagine-se Singapura a ignorar as oportunidades oferecidas pelo conjunto das economias americana e europeia. É o que faz Portugal ao subestimar o potencial económico da China e ao desinteressar-se pelas oportunidades na Ásia. Ignora-se que a explosão da China tem a dimensão da Ásia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A China é, hoje, o centro dum imparável processo de integração da economia asiática. A China é, actualmente, o principal cliente do Japão, de Taiwan, da Coreia do Sul. E dentro de pouco tempo sê-lo-á, também, da Índia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre 1993 e 2003 o comércio bilateral entre a China e o Japão cresceu 250%. Cresceu mesmo 350% com Singapura, 670% com a Coreia do Sul, 835% com a Tailândia, 1.025% com a Malásia. E 1.025% com a Índia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se excluirmos o valor das exportações para a região mais populosa do Mundo, nomeadamente para Singapura e Malásia, de produtos produzidos por algumas empresas multinacionais de origem estrangeira a operarem em Portugal, a Ásia é quase um deserto para Portugal. E com agravamentos, como as estatísticas das exportações relativas aos cinco primeiros meses deste ano indiciam. As exportações para o Japão decaíram 46% em relação a igual período do ano passado. Mas as importações do Japão, de Janeiro a Junho de 2008, com origem na UE, estabilizaram num crescimento de 0,2% relativamente a igual período de 2007. Houve quebras nas importações de países da UE, não tão acentuadas como as sofridas por Portugal, e houve crescimentos nos casos da Alemanha (3,6%) ou Espanha (11,2%), entre outros. O que confirma não serem uma inevitabilidade as perdas nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esta Ásia sinocêntrica, que será o maior mercado consumidor de bens e serviços do Mundo, justifica um muito amplo e redobrado empenhamento económico e diplomático de Portugal, uma fundamentada estratégia. Exige mesmo uma acção radicalmente distinta da que tem sido adoptada, com um outro ritmo, com a visita assídua de líderes políticos e empresariais, com a implantação de uma vasta rede de empresas subsidiárias e de escritórios de representação portugueses na região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O sucesso na Ásia obriga a uma mudança de atitudes por parte dos empresários portugueses. Esconder, sob a máscara de sentimentos de superioridade, o desconforto das diferenças culturais só prejudica as relações políticas, económicas, científicas e culturais, com os povos asiáticos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há um caminho a percorrer, uma aprendizagem a fazer em cada país asiático. Enquanto os ocidentais vão para fechar negócio, os chineses desenvolvem relações com pessoas com quem, eventualmente, querem fazer negócio. E só fazem negócio com pessoas que conhecem, de quem gostam e que respeitam. Enquanto europeus e americanos fazem capitalismo impessoal, os chineses preferem um capitalismo baseado nas relações pessoais. E esperam realismo e flexibilidade por parte dos fornecedores ocidentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas não será a Ásia, pura e simplesmente, a última prioridade para Portugal? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cautela! Porque muito provavelmente os últimos virão a ser os primeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-1054420580387479450?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/1054420580387479450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=1054420580387479450' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1054420580387479450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1054420580387479450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/11/3-9-2008-ltima-prioridade.html' title='03-09-2008 A Última Prioridade'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-2404441955470047399</id><published>2008-08-20T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T08:08:26.398-08:00</updated><title type='text'>20-08-2008 Desafios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As importações de Singapura com origem em Portugal tiveram um incremento de 448% entre 2001 e 2007.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1156614.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1156614.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Com uma imagem mais saliente, os países da Ásia poderão ganhar, após os Jogos Olímpicos, um novo interesse para as empresas exportadoras nacionais, nomeadamente China e Singapura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Desde 2005, este pequeno país do Sudeste Asiático, localizado um grau acima do Equador, tem assumido uma extraordinária importância para Portugal pois constitui o terceiro mais importante mercado das nossas exportações fora da União Europeia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De acordo com dados do International Trade Center UNCTDA/WTO, as importações de Singapura com origem em Portugal tiveram um incremento de 448% entre 2001 e 2007. Um  sucesso que deve ser associado aos incentivos concedidos pela API e que foram negociados quer por  Miguel Cadilhe quer, mais recentemente, por Basílio Horta. Cerca de noventa por cento dos produtos importados caem, por inteiro, no âmbito dos códigos oitenta e quatro e oitenta e cinco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há um enorme desafio para lançar às empresas portuguesas. Em primeiro lugar, porque as exportações portuguesas para este país estão concentradas num muito reduzido número de produtos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em segundo lugar, porque existe uma poderosa economia com possibilidade de absorver a oferta nacional de uma vastíssima gama de produtos e serviços, caso esta tenha a ousadia, a competência e a disciplina necessária.  É preciso diversificar a oferta, ganhar e consolidar mercados. Portugal representou, em 2007, pouco mais que 0,1% do total das importações de Singapura, não ultrapassando a 44ª posição entre os países fornecedores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Wine for Asia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre os mercados de interesse está o dos vinhos. Portugal ocupa agora a 13ª posição entre os países fornecedores de vinhos a Singapura. Mas não se devem subestimar as oportunidades pois, entre 2001 e 2007, as importações de vinhos portugueses para a cidade-Estado cresceram 154%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os produtores portugueses deveriam atribuir uma acrescida prioridade a este país que é, afinal, um dos países mais inovadores da Ásia e do Mundo. Deveriam explorar novas estratégias adequadas a este mercado. Singapura ocupa, tão só,  a 37ª posição entre os países clientes dos vinhos portugueses.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em 2007, a AEP organizou a presença de alguns produtores e exportadores de vinhos portugueses na Wine for Asia 2007. O Pavilhão Portugal teve um extraordinário impacto e deu lugar a novos canais de importação e distribuição. A empresa, que concebeu e produziu o pavilhão, uma multinacional do sector de exposições com forte presença em toda a Ásia, percebeu o potencial estratégico da Wine for Asia e adquiriu a organização da feira. Uma decisão que merece reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De novo, em Outubro próximo, terá lugar a Wine for Asia 2008 onde são esperados mais de 4000 profissionais do sector oriundos de, pelo menos, quinze mercados da região. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Não há mercados fáceis.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os produtores portugueses que decidirem estar presentes vão ter, uma vez mais, uma oportunidade para demonstrar a sua visão, competência estratégica, determinação e persistência. Vão poder aprofundar o seu conhecimento sobre os mercados asiáticos. Vão poder lançar os seus produtos, promover as suas marcas e as suas empresas na Ásia. Se tiverem afinado o seu marketing estratégico para esta parte do Mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não há mercados fáceis. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há-os mais ou menos competitivos com graus de diferenciação e segmentação diversos, com hábitos distintos mercê dos quadros de vida que os caracterizam. Mas as variações culturais entre povos asiáticos são um grande desafio para os exportadores de vinho nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-2404441955470047399?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/2404441955470047399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=2404441955470047399' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2404441955470047399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2404441955470047399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/08/20-08-2008-desafios.html' title='20-08-2008 Desafios'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-2825872230555211975</id><published>2008-08-06T08:09:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T08:19:38.109-08:00</updated><title type='text'>06-08-2008 Multinacionais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Vencer a crise económica portuguesa passa por um drástico aumento do número de empresas multinacionais portuguesas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1153536.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1153536.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os jogos olímpicos na China inspiraram um vasto conjunto de artigos, editoriais e comentários que ultrapassam largamente o interesse desportivo. O papel das multinacionais no desenvolvimento da China tem sido um dos temas mais versados nestes dias que antecedem o momento simbólico do reconhecimento universal da China moderna. A sua actuação é apresentada  como negativa para os interesses  da União Europeia e dos EUA. “Uma traição!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O que, verdadeiramente, evidenciam a maioria destes textos são atitudes proteccionistas, anti-globalização e anti-multinacionais. Atitudes que evidenciam uma total desfocalização em relação ao estado do mundo neste século XXI. Porque as multinacionais representam uma característica fundamental e indissociável das economias modernas, um dos principais motores da globalização. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sentimentos ambíguos, senão mesmo contraditórios, em relação às multinacionais prevalecem em Portugal, como em muitos outros países. As multinacionais sao vistas como ameaças à riqueza e à identidade nacional. Mas, por outro lado, reconhece-se que elas trazem investimento estrangeiro, mais postos de trabalho, melhores condições de emprego, mais conhecimento, mais I&amp;amp;D, melhores formas de organização do trabalho, melhores práticas, mais avançadas tecnologias de gestão e produção, muitas vezes produtos e serviços de melhor qualidade que os oferecidos pelas empresas locais. E contribuem decisivamente para o aumento das exportações e do PIB. As multinacionais contribuem para o desenvolvimento regional e local, para o desenvolvimento dos recursos humanos porque empregam uma maior percentagem de colaboradores diferenciados (‘white-collar’) e têm uma produtividade superior às empresas locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Levar um número crescente de empresas multinacionais a investir nas suas economias é um objectivo comum a países desenvolvidos, dos EUA ao Canadá, ao Reino Unido ou à Suiça. Não é ambição apenas de países em dificuldades ou de países em desenvolvimento. Um terço do PIB suiço tem origem em empresas multinacionais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal tem de competir de forma muito agressiva para as atrair. Em 2005, estariam a operar em Portugal 600 empresas multinacionais. Singapura tinha, em 2006, cerca de 7.000 empresas multinacionais, sendo que 4.000 eram sedes regionais. Em 2013, a China tem como objectivo ter, em Shanghai, 3.000 sedes regionais de empresas multinacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os países distinguem-se, também, pelo grau de sucesso da integração das suas empresas no mercado global e em cada um dos mercados regionais. A comprová-lo está a China que não é apenas receptor do investimento do Ocidente. Também ela  fomenta o desenvolvimento das suas empresas multinacionais. Entre as 500 mais importantes empresas mundiais, doze têm origem na China.  A  Legend Holdings, que detém o grupo Lenovo, ou o grupo YTO, que exporta tractores para 30 países e que possui fábricas na Turquia e na Europa Central e do Leste, são ambas expressão desta política de globalização. Tal como a China National Cereals, Oils &amp;amp; Foodstuffs Import &amp;amp; Export Corporation, a TCL Corporation ou a Gree Corporation. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De igual modo, a Índia investiu na União Europeia, em 2007, mais de 25 mil milhões de dólares americanos, tendo criado mais de 10.000 postos de trabalho  na Alemanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ser empresa multinacional é a melhor forma de operar numa economia global integrada. Ganhar acesso a novos mercados, procurar factores de produção mais eficientes, adquirir tecnologias específicas para integrar a sua produção, explorar externalidades associadas a determinadas (des)localizações são razões suficientes para as grandes ou médias empresas portuguesas se abalançarem a uma transformação em empresas multinacionais.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pequenas empresas subsidiárias, localizadas em centros de influência regional em cada continente, poderão operar de forma flexível e adaptável em múltiplos países das Ásias, das Américas, da África, ou da Europa.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vencer a crise económica portuguesa passa por um drámatico aumento do número de empresas multinacionais portuguesas.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-2825872230555211975?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/2825872230555211975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=2825872230555211975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2825872230555211975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/2825872230555211975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/08/06-08-2008-multinacionais.html' title='06-08-2008 Multinacionais'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-3046831320615294648</id><published>2008-07-23T08:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-16T08:25:26.616-08:00</updated><title type='text'>23-07-2008 Arroz ou "Spaghetti"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;As empresas portuguesas têm tudo a ganhar em se apresentarem nos mercados externos com fortes relações públicas comuns.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1149013.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1149013.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Realizou-se há algum tempo, em Singapura, uma importante feira para promoção da Índia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Num dos seminários que, então,  tiveram lugar  usou da palavra um dos líderes da comunidade empresarial indiana de Singapura que comparou a atitude dos empresários chineses locais com a dos empresários indianos, nas suas iniciativas de internacionalização. Na sua opinião, enquanto os indianos se apresentam no mundo como arroz solto, os empresários chineses comportam-se como as ‘noodles’ ou o ‘spaghetti’. Enquanto uns permanecem dispersos e frágeis, outros avançam em rede, em permanente interacção reforçando as capacidades mútuas. Enquanto a atitude de desconfiança e de competição mútua prevalece entre indianos, o suporte mútuo domina entre os empresários chineses na partilha de informação e de oportunidades oferecidas pelos mercados externos. O que explicaria o maior sucesso das comunidades chinesas na sua expansão pelo mundo.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Poder-se-á especular sobre factores, que poderão explicar esta diferença de atitude, associados ao sistema de castas internalizado entre indianos e  ao igualitarismo dos chineses. Aparentemente o padrão de comportamento que prevalece entre empresários e gestores portugueses nos processos de internacionalização parece estar  mais próximo do indiano que do chinês. Sejam quais forem as razões que para tal concorrem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nunca é demais reafirmar que, na internacionalização, os concorrentes das empresas nacionais não são as suas congéneres nacionais mas as suas concorrentes estrangeiras que gozam eventualmente de vantagens de contexto (menores impostos, sistema normativo consistente e ‘user friendly’, acesso a acordos de livre comércio, etc.), de vantagens nos diferentes factores de produção (maior desenvolvimento organizacional, maior flexibilidade), de maior produtividade e, consequentemente, de maior competitividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As empresas portuguesas têm tudo a ganhar em se apresentarem nos mercados externos como forças concertadas de ataque, com um elevado nível de organização e com potentes relações públicas comuns.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É fundamental que as empresas portuguesas surjam nas feiras sectoriais, por esse mundo fora, enquadradas em pavilhões Portugal que se distingam pela imagem de inovação, criatividade, actractividade e eficácia na comunicação externa e interna. É fundamental que a concepção dos pavilhões Portugal demonstre essa força colectiva, acentuando a interacção e referenciação entre as empresas nacionais. Afirmando-se num espaço comum, aberto a renovados fluxos de visitantes, em vez de se quedar pela mera adição de pequenos territórios circunscritos em cubículos de escassos metros quadrados.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A participação nas feiras deve assentar numa estratégia com objectivos definidos, deve apoiar-se em fortes iniciativas de marketing antes, durante e após a sua realização, com uma escolha criteriosa dos meios audiovisuais e outros instrumentos de promoção que, dentro dos limites do orçamento para o evento, aumentem a eficácia da intervenção, com uma adequada concepção do espaço de exposição, uma adequada utilização da iluminação e dos materiais que concorram para aumentar a visibilidade e promovam o conhecimento da empresa e a venda dos seus produtos ou serviços. E deve ter a sustentá-la colaboradores que estejam devidamente treinados para representar e promover a imagem da empresa, para gerar interesse pelos produtos ou serviços e para alcançar um determinado nível de vendas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É indispensável que as empresas portuguesas encarem a possibilidade de aumentarem a sua participação em feiras nos países asiáticos. Não como instrumento único mas como acção integrante da sua estratégia de entrada num dado país. É que o crescimento das Ásias é sustentado. A confirmá-lo está o facto de os países asiáticos estarem a aumentar de forma muito significativa os seus espaços de exposição. Entre 2006 e 2010, a China aumentará 445.000m2 (+18%), a Índia 79.000m2 (+33%), a Coreia do Sul 65.000m2(+41%),Singapura 54.000m2 (+35%) e o Médio Oriente, em particular os EAU (147.000m2 +115%).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nas Ásias não se compreende porque são, sempre, tão poucas as empresas portuguesas presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-3046831320615294648?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/3046831320615294648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=3046831320615294648' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3046831320615294648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3046831320615294648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/07/23-07-2008-arroz-ou-spaghetti.html' title='23-07-2008 Arroz ou &quot;Spaghetti&quot;'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-1719895397792394436</id><published>2008-07-09T00:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T00:26:25.233-07:00</updated><title type='text'>09-07-2008 Persistência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A consolidação de um mercado de exportação exige dez vezes mais tempo do que o previsto, mais dinheiro e mais persistência.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1143969.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1143969.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O peso das exportações no PIB português está longe de trazer paz de espírito a governantes e a governados. Fez bem o Compromisso Portugal em compará-lo, na semana que passou, com o da República Checa e a Irlanda, entre outros, promovendo uma tomada de consciência colectiva das enormes dificuldades com que o país se confronta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;É certo que &lt;strong&gt;há sinais positivos nas exportações portuguesas que decorrem do aumento da componente tecnológica&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mas a excessiva concentração das exportações de maior intensidade tecnológica num reduzido leque de produtos e de empresas exportadoras não deixa de traduzir uma enorma vulnerabilidade. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Razões suficientes para aconselhar uma atenção redobrada e equilibrada ao conjunto dos sectores exportadores. E para sugerir uma avaliação sistemática, aprofundada, do grau de preparação das empresas de cada sector, para a exportação em geral, e para a exportação para os países dos mais diversos continentes, Ásias incluídas. Que poderá justificar ajustamentos nos instrumentos de financiamento e de apoio à formação já disponíveis. Uma avaliação que permita identificar os factores que levam a que, das 183.000 empresas que em Portugal produzem ou comercializam bens transacionáveis, só 7.683 sejam exportadoras. A pesquisa dos factores associados ao modelo de negócio, mas também às competências de gestão, há-de encontrar &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;os obstáculos psicológicos que fragilizam a decisão de exportar e a estratégia de entrada em cada mercado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há determinadas atitudes que são verdadeiros empecilhos à exportação. Empresários e gestores vivem apaixonados pelos seus produtos e não compreendem porque é que os consumidores de outros países não valorizam as características destes e não lhes reconhecem as qualidades. Directores de marketing e de vendas concentram-se nos seus produtos em vez de procurarem &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;compreender os seus mercados de eleição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em vez de procurarem responder aos seus problemas, às suas necessidades e expectativas. Muitas vezes não chegam a perceber que os mesmos produtos podem desempenhar funções diferentes e ser desigualmente valorizados em sociedades e culturas distintas. Empresários e gestores necessitam de aprender a ser adaptáveis aos novos mercados. &lt;strong&gt;A expectativa de participar numa feira e de logo aí, e à primeira, conseguir nomear agentes e distribuidores e de obter, de imediato, encomendas significativas, pode indiciar um insuficiente planeamento da entrada num novo mercado, sendo gerador das mais indesejadas frustrações&lt;/strong&gt;. As empresas exportadoras, que são casos de sucesso, têm todos os incentivos endógenos para expandir os seus mercados. Mas elas sabem quanto necessitam de planear devidamente a entrada em cada um dos mercados, de definir com quem querem negociar e como ter impacto nos consumidores desses mesmos mercados. A exportação exige muito conhecimento, é um ‘knowledge based sector’.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os novos exportadores entusiasmam-se levando aos mercados externos toda a gama dos seus produtos, e esperando a todos promover igualmente. Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a consolidação de um mercado de exportação exige dez vezes mais tempo do que o previsto, muito mais dinheiro e muito mais persistência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Uma verdade de valor universal mas que, mais ainda, se aplica nas Ásias. E que sugere aos que não avaliaram devidamente a sua estratégia de entrada nos mercados asiáticos que pensem e reflictam adequadamente as suas decisões. Porque &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;melhor do que aparecer num ano, para nunca mais dar sinal de vida, é optar por não ir a um mercado para o qual se não está preparado, dando azo à criação de uma imagem de inconstância e de inconsistência.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Que prejudica a imagem externa do país e das empresas exportadoras no seu conjunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As empresas experimentam muitas vezes enorme frustração com o governo quando este não lhes proporciona uma assistência qualificada, motivada e capaz nos países para onde procuram exportar. A falta de visão, de dedicação, de integração local e de uma rede de relações qualificada por parte dos agentes locais de apoio à exportação levam a uma baixa procura dos seus serviços e constituem um desincentivo à entrada nesses mesmos mercados. Que só a muita persistência por parte de empresários e gestores permite ultrapassar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-1719895397792394436?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/1719895397792394436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=1719895397792394436' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1719895397792394436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1719895397792394436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/07/09-07-2008-persistncia.html' title='09-07-2008 Persistência'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-7840807536511264077</id><published>2008-06-25T09:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T09:24:35.907-07:00</updated><title type='text'>25-06-2008 Que Estratégias?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Quanto à sua relação com os mercados asiáticos, Portugal só se pode queixar de si próprio. Porquê um ritmo de crescimento tão lento?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1138717.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1138717.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A incapacidade de Portugal para se relacionar eficazmente com as economias asiáticas não é um problema recente.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Nem é, apenas, uma dificuldade menos bem resolvida pelo Estado. O facto é que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;nem as entidades públicas nem os líderes privados acertaram no ‘mix’ de políticas e de estratégias para que Portugal se tivesse transformado num parceiro relevante nas Ásias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Empresas portuguesas estão presentes em países asiáticos. A questão mais relevante não respeita, pois, à viabilidade da entrada nos mercados. A questão fundamental tem a ver com o reduzido número de empresas portuguesas que avançou para os países asiáticos. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O que explica tão insignificantes volumes de importação de Portugal, tão reduzidas quotas de mercado detidas pelos produtos portugueses em cada um dos países asiáticos? Porquê um ritmo de crescimento tão lento? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo os dados do Ministério do Comércio chinês, em 2007 a China importou 956 mil milhões de dólares americanos. Destes, 111 mil milhões de dólares couberam à UE. A China apenas importou mercadorias no valor de 385 milhões de dólares de Portugal. O que representa, apenas, 0,0004 das importações da China em 2007. Uma insignificância. E nem chega a 0,5% do total das importações da China com origem na UE. Da Dinamarca e da Irlanda a China importou cinco vezes mais do que de Portugal. E, da Finlândia, dez vezes mais. Mais revelador é que, no ano passado, a China tenha importado da República Checa mais do dobro do que importou de Portugal. &lt;strong&gt;As importações da China com origem na UE cresceram 22,4%, entre 2006 e 2007. Neste mesmo período as importações oriundas da República Checa deram um salto de 60.8%.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Mas as que tiveram origem em Portugal apenas aumentaram 8,7%&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E nos quatro primeiros meses de 2008 as importações da China, com origem em Portugal, caíram 37,9%, quando as do conjunto da UE cresceram 25,4%, as da República Checa aumentaram 35,8%, as da Irlanda 38% e as da Dinamarca 60%. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Alarmante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fraco desempenho é igualmente demonstrado por Portugal no Japão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, dos 7,7 mil milhões de ienes importados da UE, no ano de 2007, apenas couberam a Portugal uns escassos 20 milhões de ienes. Isto é, 0,26 % do volume de importações da UE e, apenas, um terço do importado da República Checa pela nação nipónica. As importações do Japão com origem na República Checa ultrapassaram as de Portugal no ano 2000 e, em 2005, já as duplicavam. Em 2007, o Japão importou da Dinamarca doze vezes mais que de Portugal e, da Irlanda, 24 vezes mais. Desconcertante!.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Débil é também a penetração dos produtos portugueses na Coreia do Sul&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. De acordo com as estatísticas da Coreia do Sul, esta importou de Portugal apenas 202 milhões de dólares em 2007, o que corresponde a 0,00057 do total das suas importações e a 0,0042 do total das suas importações da Europa. Da República Checa importou, no ano passado, 369 milhões de dólares, da Dinamarca 702 milhões de dólares e da Irlanda 835 milhões de dólares. A agravar esta situação está o facto de as importações da Coreia do Sul com origem em Portugal, entre Janeiro e Maio de 2007, terem alcançado 131,7 milhões de dólares e, em igual período de 2008, se terem ficado pelos 33,5 milhões de dólares.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Quanto à sua relação com os mercados asiáticos, Portugal só se pode queixar de si próprio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. O governo, a oposição, os líderes das associações empresariais, os empresários, os directores de marketing das empresas só podem acusar-se a si próprios. Porque os países europeus com os quais Portugal se compara estão sujeitos aos mesmos constrangimentos. Estão sujeitos à mesma sobrevalorização do euro. Têm o mesmo problema da língua e das diferenças culturais. Os seus bons resultados deveriam servir de referência. As suas estratégias deveriam servir de exemplo. Eles não precisaram da protecção da UE para vingarem em terras do Oriente. &lt;strong&gt;As suas iniciativas, os seus acordos, as suas parcerias, as suas redes, as suas estratégias e tácticas, as suas relações pessoais e institucionais enraizaram-se e deram frutos.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Portugal está anémico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Que o sol de verão lhe traga a energia que necessita para encontrar as melhores estratégias para vencer nas Ásias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-7840807536511264077?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/7840807536511264077/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=7840807536511264077' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7840807536511264077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/7840807536511264077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/06/25-06-2008-que-estratgias.html' title='25-06-2008 Que Estratégias?'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-5718566322695109999</id><published>2008-06-11T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T09:33:01.698-07:00</updated><title type='text'>11-06-2008 Desporto e Diplomacia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Trazer o futebol de Portugal à Ásia, ajudaria a rasgar auto-estradas de entendimento entre os povos e os seus líderes.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1133570.html"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1133570.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1133570.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2008 será o ano dos mercados emergentes. Mas a mudança de padrão em curso leva a crer que a&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; Ásia será cada vez mais o motor do crescimento económico mundial. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Será, pois, incompreensível que Portugal não  atribua uma &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;fortíssima prioridade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; às suas relações bilaterais com os países asiáticos. &lt;strong&gt;Será ilógico que Portugal não desenvolva estratégias bem fundamentadas e que não tome iniciativas com impacto decisivo em relação a cada um dos países asiáticos.&lt;/strong&gt; De modo a garantir, já em 2008, uma eficaz e determinada aproximação política, cultural e económica. De modo a assegurar a Portugal uma participação decisiva nos seus processos de desenvolvimento e um incremento excepcional no volume das importações destes países. Estão em causa não apenas as relações com a China, mas também com a Índia, o Japão, a Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia e, mesmo, com o Vietname. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A distância e a barreira da língua podem explicar a actual timidez lusitana. Porque &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;tímida continua a ser a comunicação com os governos asiáticos, a comunicação  com as organizações empresariais asiáticas, com as empresas asiáticas, com as instituições científicas asiáticas, com a actual expressão artística dos povos asiáticos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O calor que  Portugal põe nas suas relações com os dirigentes sul-americanos e africanos contrasta com o insuficiente empenhamento e, nalguns casos, com a sobranceria moral que exibe nas relações com dirigentes asiáticos. Uma mal disfarçada desconfiança  que o cidadão comum asiático atribue ao facto de Portugal ainda ser “o país mais tradicionalista da Europa”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Existe um verdadeiro problema na atitude dos portugueses face aos asiáticos que dificulta a comunicação a todos os níveis. É que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;é preciso tratar os asiáticos como eles gostam de ser tratados. E não tratá-los como nós gostaríamos de ser tratados.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O que implica conhecer e valorizar as suas expectativas, os seus valores, as suas maneiras de pensar, as suas preferências, os seus hábitos, a sua maneira de negociar, a sua cultura vivida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um traço cultural comum à China dos dias de hoje, como ao sudeste asiático, em particular a Singapura e à Malásia, é a consideração dada ao futebol como desporto rei e à Liga Inglesa como a  referência. Portugal é, também,  conhecido e admirado nestas paragens pelos seus mais destacados futebolistas. Os media asiáticos não falam da economia portuguesa. Nem falam dos políticos portugueses. Mas falam do futebol português. E escrevem sobre Cristiano Ronaldo, Deco, Ricardo Carvalho, Figo e Mourinho. Conhecem até os clubes portugueses mais importantes. Antes mesmo do início do Euro 2008, Portugal era já vaticinado, no Straits Times de Singapura, como o mais provável vencedor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De igual modo não surpreende que, como forma de expandir rapidamente a  importação de vinhos portugueses no seu país,  o presidente de uma poderosa associação de ‘Food &amp;amp; Beverage’ da China tenha sugerido a realização de uma campanha publicitária baseada  num anúncio em que &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Cristiano Ronaldo emprestaria a sua influência persuasiva afirmando cândidamente: “eu prefiro vinho português”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Trazer o futebol de Portugal à Ásia, com os seus mais destacados protagonistas, ajudaria a rasgar autoestradas de entendimento entre os povos e os seus líderes e a alterar a imagem de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O desporto está em condições de prestar um serviço à diplomacia e à diplomacia económica portuguesa.  Distintos desportistas  poderiam ser convidados a desempenhar a função de “Goodwill Ambassador” abrindo caminho a outras venturas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não é demais recordar o papel do desporto na aproximação entre a China e os EUA.  Em Abril de 1971 o governo chinês convidou a visitar a China uma equipa americana de ‘ping-pong’ que disputava no Japão o 31º Campeonato do Mundo de Ténis de Mesa. A diplomacia do ‘ping-pong’, como então foi denominada, transformou-se num excelente instrumento para iniciar a normalização das relações entre os dois Estados que vieram a ganhar um ímpeto e profundidade nunca então imagináveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal tem as suas relações normalizadas com os países asiáticos. Mas são frouxas, sem ímpeto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mais trabalho a Oriente!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-5718566322695109999?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/5718566322695109999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=5718566322695109999' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/5718566322695109999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/5718566322695109999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/06/11-06-2008-desporto-e-diplomacia.html' title='11-06-2008 Desporto e Diplomacia'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-3720045314553081447</id><published>2008-05-28T05:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T07:21:16.155-07:00</updated><title type='text'>28-05-2008 DE SINGAPURA A GUANGZHOU</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A expansão das exportações portuguesas na China parece ter pouco a ganhar com a mera participação em feiras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1128319.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1128319.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nada mais convincente que entrar pela China adentro. Até na resposta ao terramoto de Wenchuan se confirma que há uma nova China. Que encerra um mundo ilimitado de oportunidades para as empresas portuguesas. Mas a expansão das exportações portuguesas na China parece ter pouco a ganhar com a mera participação em feiras. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Na China, o caminho mais directo nem sempre é o caminho mais certo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Algumas dezenas de empresas portuguesas têm já assegurada a sua presença na China. Grandes grupos mas também PME. Para estas, em particular, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;uma&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;penetração rápida na China deverá ser feita com o suporte, ou em parceria, com empresas ocidentais&lt;/span&gt;, há muito aqui instaladas, &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;ou com empresas asiáticas cujos gestores conhecem a língua e dominam as regras do jogo.&lt;/span&gt; E que desenvolveram ao longo dos últimos dez anos relações pessoais, profissionais e empresariais, isto é, o &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;guanxi&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Singapura tem as melhores condições para funcionar como facilitador das iniciativas portuguesas na China. Porque em muitas províncias da China operam, há vários anos, milhares das suas empresas, apoiadas numa larga rede consular. Porque tem desempenhado, para a China moderna, o papel de modelo de referência de desenvolvimento industrial, de desenvolvimento urbano e de políticas sociais. Porque tem investido fortemente nas suas zonas económicas especiais e nos seus parques industriais cujo conceito ajudou a desenvolver. Porque tem investido largamente no desenvolvimento de centros comerciais e da sua habitação social. Porque tem contribuído para o seu desenvolvimento científico. Porque tem ajudado à formação dos dirigentes da administração pública chinesa. Porque tem relações pessoais muitíssimo cordiais com os seus dirigentes máximos e tem apoiado a transformação gradual das políticas internas e da política externa da China. E porque tem contribuído para um melhor entendimento da China pelas nações ocidentais. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Chegar à China de braço dado com uma empresa da cidade-estado equivale a ter passadeira vermelha.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Foi, assim, que&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;nestes últimos dias se multiplicaram contactos intensos com umas poucas dezenas de líderes empresariais e institucionais de Guangzhou. Se discutiram projectos de investimento na China e em Portugal. Se identificaram oportunidades de exportação de produtos portugueses para a China e de produtos chineses para Portugal, Brasil, Angola ou Moçambique.&lt;/strong&gt; Com apresentações em ‘powerpoint’, claro, mas também com muitos almoços e jantares em largas mesas-redondas. Sem evitar a passagem obrigatória pelo ‘karaoke’ e as extraordinárias estórias de sucesso empresarial que Deng Xiaoping fez o favor de permitir aos cidadãos da China. Em nove anos o senhor Chen (não sendo este o seu verdadeiro nome), ex-’chauffeur’ dum empresário de Guangzhou, construiu um pequeno império cujo valor actual ascende a 500 milhões de dólares americanos. Tudo começou com uma oportunidade que o seu ex-patrão lhe proporcionou. Chen, homem simples de quarenta e dois anos, ofereceu no passado fim-de-semana uma estadia num ‘resort’ na montanha aos quarenta colaboradores dos escritórios da sua empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Muito mais se poderia ter alcançado caso tivessem sido aproveitadas as oportunidades oferecidas de estabelecimento de relações entre universidades de Guangzhou e universidades portuguesas. Ou tivessem sido encetadas conversações promovendo o desenvolvimento do turismo de Guangdong em Portugal. Ficou provado que é muito eficaz chegar à China a partir de Singapura. Provavelmente mais eficaz que viajar directamente via Frankfurt, Amesterdão ou Londres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O modelo de internacionalização de empresas portuguesas passa pela inovação no ‘modus faciendi’ e pelo envolvimento de agentes facilitadores localizados na região&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mercê dos múltiplos acordos celebrados entre os governos asiáticos, as empresas na Ásia tendem a privilegiar as redes de empresas que actuam numa multiplicidade de países do continente asiático e que promovem sinergias entre si, acelerando os movimentos de trocas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;E a diplomacia económica, por sua vez, precisa de reinventar-se para se adaptar às circunstâncias específicas dos mercados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="mailto:jslucas@lucas-consult.com"&gt;jslucas@lucas-consult.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.portugal-china.blogspot.com/"&gt;http://www.portugal-china.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-3720045314553081447?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/3720045314553081447/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=3720045314553081447' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3720045314553081447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3720045314553081447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/05/de-singapura-guangzhou.html' title='28-05-2008 DE SINGAPURA A GUANGZHOU'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-1530234667105760456</id><published>2008-05-13T17:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T17:15:40.653-07:00</updated><title type='text'>14-05-2008 Habitação e Exportação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;O sistema de segurança social de Singapura, gerido pelo ‘Central Provident Fund’, é de capitalização. O sucesso está à vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1123028.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1123028.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vai o Plano Estratégico de Habitação a discussão pública. Pedra basilar das políticas sociais, este debate oferece uma oportunidade para reflectir o que outras nações desenvolveram e os resultados internos e externos que alcançaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Após a independência, Singapura teve de enfrentar o problema de falta de habitação. Através do ‘Housing and Development Act’ de 1960 foi criado o ‘Housing and Development Board’ (HDB) com planos quinquenais para construir habitação social de baixo custo. Um primeiro plano levou à construção, entre 1960 e 1965, de mais de 54 mil habitações para alugar a membros dos estratos de mais baixos rendimentos, com rendas subsidiadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porém, em 1968, o governo alterou a sua política a fim de fazer participar na riqueza nacional os cidadãos e os imigrantes e de os incentivar a um maior empenhamento na construção do país. Passou, então, a permitir a compra dos apartamentos pelos inquilinos. Esta compra assumiu, desde esta data, a natureza de um ‘leasing’ em que o título de propriedade tinha um período de validade de 99 anos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mas, mais importante, é que permitiu, aos cidadãos de Singapura, utilizar até 80% das suas contribuições para a Segurança Social para pagar parcialmente o valor dos seus apartamentos, evitando assim que tivessem de utilizar parte do seu salário para esse efeito. A parte remanescente, não coberta por esta componente, poderia ser coberta por um empréstimo do HDB, e os pagamentos mensais poderiam ser pagos, também eles, a partir das contribuições para a Segurança Social. Em anos mais recentes a banca comercial passou a competir com o HDB na oferta de empréstimos desta natureza. Importa clarificar que o sistema de segurança social de Singapura, gerido pelo ‘Central Provident Fund’, é de capitalização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O sucesso desta política está à vista. No início dos anos sessenta havia 10% da população abrangida. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Actualmente está mais de 80% da população coberta por habitação “social”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Isto é, cerca de três milhões. Os apartamentos do HDB, de 3, 4, 5 assoalhadas ou executivos, construídos em ‘outsourcing’ sob orientação duma vasta organização com mais de 4.500 colaboradores, não se assemelham de modo algum à habitação social britânica ou australiana. Equiparam-se à norueguesa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Os edifícios de apartamentos são enquadrados por jardins, com equipamentos desportivos, espaços de convívio e centros comunitários, com bibliotecas de elevada qualidade, e áreas comerciais. Dispõem de parques de estacionamento verticais. E têm manutenção permanente que se assemelha à dos condomínios privados. Para além de programas de requalificação estrutural, de sete em sete anos são objecto de obras gerais com renovação de todas as pinturas exteriores.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O modelo de habitação social de Singapura encontra-se em expansão em diversos países, nomeadamente na China, onde será necessário construir quatro milhões e meio de apartamentos por ano durante as duas próximas décadas. HDBCorp International Pte Ltd (HCI) está já a construir em Chenggdu. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Singapura assinou recentemente um acordo com a China para a construção de uma eco-cidade em Tianjin, baseada no modelo inovador de sustentabilidade de Punggol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. O fundo soberano de Singapura GIC criou uma ‘joint venture’ com o HDB e a Wuthelam para, nos próximos anos, investir 75 milhões de dólares na construção de apartamentos na China, tirando partido da experiência adquirida em planeamento e desenvolvimento de cidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O caso apresentado sugere que &lt;strong&gt;novas formas de financiamento para a aquisição de habitação possam ser consideradas, nomeadamente para as gerações mais jovens, com base nas contribuições para a Segurança Social&lt;/strong&gt;. Tal corresponde a uma partilha da responsabilidade da gestão das contribuições entre o Estado e o contribuinte. A segunda proposta é &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;que se faça o aproveitamento do cabedal de experiência do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, das suas estratégias, dos seus modelos de negócio, das suas metodologias, das suas políticas e procedimentos, dos seus ‘standards’, das suas competências e dos seus profissionais para potenciarem oportunidades de exportação de serviços em articulação com as empresas de construção civil portuguesas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Na Ásia, claro&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;http://www.hdb.gov.sg&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-1530234667105760456?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/1530234667105760456/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=1530234667105760456' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1530234667105760456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/1530234667105760456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/05/14-05-2008-habitao-e-exportao.html' title='14-05-2008 Habitação e Exportação'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-9133074722473431062</id><published>2008-04-29T17:23:00.000-07:00</published><updated>2008-04-30T02:14:01.061-07:00</updated><title type='text'>30-04-2008 Ritmos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A percepção que se tem, aqui na Ásia, é que Portugal não converge com a União Europeia no aproveitamento das oportunidades.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1117780.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1117780.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portugal não se preparou bem para a globalização e tem que mudar de rumo. “Depressa e bem!”, afirmou recentemente Teodora Cardoso na Associação Comercial e Industrial de Coimbra. &lt;strong&gt;Se há um problema de rumo em Portugal, há sobretudo &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;falta de ritmo e de constância&lt;/span&gt;. E do que lhe está subjacente, isto é, a ausência duma séria preparação para a internacionalização por parte das empresas, das associações empresariais e das estruturas públicas relevantes, nomeadamente no que respeita às Ásias&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Índia terá tido um crescimento de 8,7% no ano fiscal que terminou a 31 de Março de 2008. A China, apesar da perda relativa de competitividade devido aos aumentos dos salários e matérias-primas, cresceu 10,6% no primeiro trimestre de 2008. &lt;strong&gt;Quando comparadas com as de outros países europeus, as exportações portuguesas para estes e outros países asiáticos continuam a ser insignificantes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O que impede as empresas portuguesas de tirarem partido do crescimento da China, da Índia, do Sudeste Asiático ou da Coreia do Sul?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Em 2007, quantas empresas portuguesas avaliaram, de forma sistemática, a viabilidade da sua expansão nas Ásias? E quantas estão a fazê-lo em 2008? Dezenas? Centenas? A que fileiras ou ‘clusters’ pertencem? Que preparação, sistematização e empenhamento revelam as associações empresariais em relação às Ásias? Que planos estratégicos e quantas acções têm programadas, para 2008, em relação à China (Hong Kong, Macau e Taiwan incluídos), ao Japão, à Coreia do Sul, à Índia ou aos mais dinâmicos países do Sudeste Asiático, como Singapura, Malásia e Vietname? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E que estratégias, que programas de apoio e que iniciativas têm as embaixadas portuguesas e as estruturas da AICEP na Ásia para apoiarem estas empresas, em cada um destes mercados, para o ano de 2008. Onde estão divulgadas? Alguma estrutura assegura a coordenação da informação sobre as iniciativas portuguesas nas Ásias? Como as divulga? Seria benéfico que, em articulação com os actuais ou futuros portais das embaixadas a que reportam, cada uma das representações da AICEP na Ásia tivesse o seu portal a que as empresas portuguesas pudessem fàcilmente aceder. As empresas ganhariam se tivessem acesso a um curto mas objectivo relatório de progresso trimestral da expansão empresarial portuguesa nas Ásias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;E o Parlamento português, através das suas comissões, poderia assumir maiores responsabilidades na monitorização do avanço das relações económicas, políticas e culturais de Portugal com os países asiáticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A percepção que se tem, aqui na Ásia, é que Portugal não converge com a União Europeia no aproveitamento das oportunidades.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Food &amp;amp; Hotel Asia 2008 (FHA2008), que acaba de se realizar em Singapura, ilustra bem um caso de oportunidade perdida. Que se lamenta. Tanto mais quanto se trata, porventura, da maior feira do sector alimentar e hoteleiro da Ásia, com mais de 3000 expositores e quarenta pavilhões. As empresas da União Europeia estiveram fortemente representadas, dominando claramente as do eixo mediterrânico. A Itália apresentou 178 empresas, a França 69, a Espanha 56 e Chipre 22 (mesmo a Turquia participou com 21 empresas). Portugal esteve presente através de duas empresas (a Fiamma e a ICEL) que já haviam participado na FHA2006. Mais de cinco meses passados desde a abertura do Centro de Negócios da AICEP, em Singapura, não foram suficientes para que este mobilizasse empresas portuguesas na apresentação das suas marcas e dos seus produtos aos 30.000 profissionais do continente asiático que visitaram a Feira. O panorama não foi melhor no que respeita à participação nos múltiplos concursos que tiveram lugar, nomeadamente no Wine &amp;amp; Spirits Asia Challenge. Portugal teve 30 prémios na competição que se realizou durante a FHA2004. E teve 47 prémios na FHA2006. Na FHA2008 ficou-se por uma medalha de prata, atribuída à Adega Cooperativa de Borba. A sustentabilidade perdida. Contrastando, o Brasil teve pavilhão próprio e fez questão de mostrar os seus vinhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Portugal não deve perder de vista que, mau grado a actual crise económica mundial, os países asiáticos continuarão a crescer de forma expressiva e sustentada. &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É mais do que tempo para Portugal acelerar a reconquista duma posição económica nas Ásias&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-9133074722473431062?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/9133074722473431062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=9133074722473431062' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/9133074722473431062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/9133074722473431062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/04/30-04-2008-ritmos.html' title='30-04-2008 Ritmos'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-6184843054200760730</id><published>2008-04-21T03:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T03:52:32.782-07:00</updated><title type='text'>21-04-2008 Líderes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1114296.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;A Administração Pública deve ser dirigida por uma elite de reconhecido mérito, com qualidades de liderança, dinamismo e proactividade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1114296.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1114296.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Administração Pública&lt;/strong&gt; existe para promover o interesse público, reforçar a sociedade civil e a justiça social e pôr em prática as estratégias e políticas do governo em exercício. Existe para ajudar a liderança política do país a identificar problemas e tendências, a elaborar análises que fundamentem futuras decisões políticas e a formular políticas que favorecem o sucesso do país. &lt;strong&gt;Deve ser dirigida por uma elite de reconhecido mérito, com elevadas qualidades de liderança, dinamismo, proactividade, imaginação e inovação, visão ampla e de longo prazo, competência técnica, sentido da realidade, sensibilidade político-social, capacidade para analisar e resolver problemas de elevada complexidade, capacidade de decisão, de comunicação e de delegação. Profissionais com caracter, motivação e empenhamento. Cidadãs e cidadãos de primeira classe, intelectualmente superiores&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para garantir o desenvolvimento de uma liderança no sector público &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;o Estado deve recrutar os melhores, formá-los, pô-los constantemente à prova e pagar-lhes adequadamente em função do seu efectivo nível de desempenho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Deve recrutar os futuros administradores públicos entre os melhores graduados dos melhores departamentos universitários de cada ano, financiar as suas pós graduações nas melhores escolas mundiais com contrapartida da prestação de serviço público por um número determinado de anos. Submetendo-os a desafios constantes e crescentes. E garantindo a sua independência. Há que garantir um elevado grau de continuidade e estabilidade na liderança da Administração Pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Altos quadros da Administração Pública, com a sua liderança, asseguram o prestígio e a eficácia do Estado. Naquela que passa por ser uma das melhores administrações públicas do Mundo, a de Singapura, Philip Yeo é um alto quadro público a destacar, a quem a política nunca seduziu. Nascido em 1946, estudou na Universidade de Toronto e Harvard com bolsas de estudo dos governos canadianos e norte-americano. Integrou-se na Administração Pública em 1970. Em 1979, era já director geral do Ministério da Defesa. Em 1981 foi nomeado ‘Chairman’ do ‘National Computer Board’. Em cinco anos informatizou integralmente dez ministérios, com cem milhões de dólares, sem consultores externos e com uma equipa de jovens graduados em TIC. Aquando da recessão de 1986 foi nomeado ‘Chairman’ do ‘Economic Development Board’ (equivalente à ex-API). Entre 1986-2000 atraíu investimento no valor de 70 mil milhões de dólares, que geraram 230.000 postos de trabalho, nos sectores químico, aerospacial e dos semicondutores. Em cinco anos desenvolveu a petroquímica na Jurong Island, atraindo sessenta companhias e vinte mil milhões de dólares. Entre 1994 e 1999 foi ‘Chairman’ da SemCorp. Em 2001, como ‘Chairman’ do ‘National Science and Technology Board’ (actualmente A*STAR), desenvolveu a indústria biomédica, atraiu talento internacional, desenvolveu recursos nacionais, criou diversos institutos de investigação biomédica e construiu a ‘Biopolis’. O ‘output’ das ciências biomédicas alcançou dezoito mil milhões de dólares em 2005. Por onde passou, Philip Yeo investiu nas pessoas e apostou em formar centenas de quadros com bolsas de pós graduação. Na A*STAR existem mais de 600 PhD ‘scholars’ com bolsas de 1500 euros. ‘Postdocs’ recebem 3500 euros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O sector público tem de ser competitivo com o sector privado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os salários de políticos e líderes da administração pública, em Singapura, são determinados pelos critérios explicitados num ‘White Paper’ denominado ‘Competitive Salaries for Competent and Honest Government: Benchmarks for Ministers and Senior Public Officers’. O ‘benchmark’ para directores gerais séniores é definido por correspondência a 2/3 da mediana do rendimento dos oito contribuintes mais bem remunerados pertencentes a seis profissões.Um director geral sénior ganhava, em 2007, cerca de 800.000 euros Jovens directores ficavam-se pelos 190.000 euros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Portugal deve preocupar-se com o futuro da sua Administração Pública, com o recrutamento, o desenvolvimento e a retenção de altos quadros de reconhecido mérito na Administração Pública, nos institutos públicos e nas empresas públicas&lt;/strong&gt;. A tal obriga o interesse público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-6184843054200760730?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/6184843054200760730/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=6184843054200760730' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6184843054200760730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/6184843054200760730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/04/21-04-2008-lderes.html' title='21-04-2008 Líderes'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-3344642319831269805</id><published>2008-04-02T23:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T23:16:51.542-07:00</updated><title type='text'>2-04-2008 Governação Dinâmica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Não basta a liderança dos governantes, faz falta desenvolver capacidades nas organizações públicas para resolver problemas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1106859.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000099;"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1106859.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;As forças do mercado são a pedra de toque duma economia eficiente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;o desempenho económico do país é fortemente determinado pela qualidade da governação e das instituições públicas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que apoiam o mercado. O deficiente funcionamento das instituições do sector público é um efectivo constrangimento ao crescimento. Daniel Kaufman, director da ‘Global Governance’ do Banco Mundial, considera que os países que melhoram a eficácia da sua governação, no longo prazo, triplicam o nível de vida da sua população em termos de rendimento per capita. O que falta então em Portugal para alcançar este desiderato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastará adoptar “&lt;strong&gt;boas práticas&lt;/strong&gt;” de governação? Num ambiente de mudança permanente, não basta. Porque há boas práticas que simplesmente se tornaram disfuncionais e deixaram de ser as melhores direcções para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado para ser relevante e eficaz tem de ser dinâmico, hoje, mais do que nunca. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A governação exige adaptação dinâmica e mudança inovadora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não apenas ao nível do Governo e da Assembleia da República mas também ao nível do conjunto das instituições públicas. Necessário que se publique legislação inovadora. Mas é insuficiente&lt;span style="color:#000000;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Quer a incipiência de&lt;/span&gt; uma cultura institucional de apoio à mudança &lt;span style="color:#000000;"&gt;quer a razoável ausência de&lt;/span&gt; capacidades organizacionais proactivas na administração pública &lt;span style="color:#000000;"&gt;constituem os mais poderosos&lt;/span&gt; obstáculos a um sistema de governação dinâmica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não basta a liderança dos governantes, o seu esforço e carisma. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Faz falta desenvolver capacidades nas organizações públicas para resolver problemas. Faz falta uma boa capacidade de gestão da mudança. Faz falta uma generalização maciça da aprendizagem contínua no Estado que leve à compreensão dos acontecimentos globais e regionais que afectam e afectarão Portugal. Faz falta mais abertura para adaptar o conhecimento global às especificidades do país.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O sistema de governação precisa de se fundar num conjunto de &lt;strong&gt;valores e crenças&lt;/strong&gt; partilhadas por todos os seus agentes. Ancorado numa cultura de integridade e incorruptibilidade. Focalizado nas pessoas e nos seus méritos e fazendo o melhor uso dos seus talentos. Racional, pragmático, orientado para os resultados. Eficiente, usando os mercados mas intervindo sempre que a equidade social fica em risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Think ahead’, ‘think again’, ‘think across’ são &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;capacidades cognitivas essenciais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; a uma governação dinâmica que precisam de ser adquiridas e internalizadas nas estruturas e processos do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;‘Thinking ahead’&lt;/strong&gt;. Preparar o futuro. Consiste em dar conta das mudanças no ambiente físico, económico, social, antecipar os problemas, compreender o seu impacto futuro no país e pôr em prática políticas que permitam à população lidar eficazmente com as ameaças. Mas tirando também partido das oportunidades que possam surgir. Nos domínios da globalização económica, da segurança energética, das alterações climáticas, do ensino superior e da investigação, ou mesmo da escalada de preços nos produtos alimentares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;‘Thinking again’&lt;/strong&gt;. Melhorar o desempenho. Boas políticas e programas que funcionaram bem no passado desactualizaram-se. É preciso pensar de novo sobre a sua relevância e em que medida respondem às necessidades da sociedade ou carecem de ser revistas a fim de alcançarem objectivos fundamentais. Os terrenos sensíveis da organização e das práticas da diplomacia oferecem matéria para reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;‘Thinking across’&lt;/strong&gt;. A economia baseada no conhecimento assenta numa constante recolha de informação, na investigação de ideias e de práticas úteis que se possam adaptar ao país. É tempo de atravessar todo o tipo de fronteiras e aprender com os outros. E incorporar essas percepções, reflexões e conhecimentos nas nossas crenças, políticas e estruturas. Tal como os países nórdicos, alguns países asiáticos são excelentes fontes de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais &lt;strong&gt;‘drivers’ do desenvolvimento destas capacidades de governação dinâmica&lt;/strong&gt; são profissionais competentes que lideram as instituições que concebem e põem em prática políticas públicas e que agilizam os processos de renovação e de mudança organizacional do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja clarividência para melhorar os critérios de recrutamento, selecção e compensação de administradores da coisa pública.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-3344642319831269805?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/3344642319831269805/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=3344642319831269805' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3344642319831269805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3344642319831269805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/04/2-04-2008-governao-dinmica.html' title='2-04-2008 Governação Dinâmica'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7960566744736949694.post-3684559021706713426</id><published>2008-03-19T00:26:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T23:19:08.603-07:00</updated><title type='text'>19-03-2008 Os Sete Pilares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A Ásia vive uma era de crescimento imparável que lhe permitirá a retoma da posição de supremacia do passado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1102266.html"&gt;http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1102266.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A emergência recente de atitudes defensivas, em relação à China e a outros países asiáticos, faz lembrar o que se passou no século passado em relação ao Japão&lt;/strong&gt;. Sucederam-se restrições proteccionistas a que o Japão respondeu com maciço investimento na Europa Ocidental. A Europa terá, hoje, mais a ganhar com um forte empenhamento diplomático e económico na Ásia, para alcançar um maior nível de interdependência, do que com medidas proteccionistas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A China, bem como outros países asiáticos, estão em condições de investir fortemente nas economias ocidentais. A Ásia vive uma era de crescimento imparável que lhe permitirá a retoma da posição de &lt;strong&gt;supremacia do passado&lt;/strong&gt;. Nos anos 1000 DC, quando a Europa Ocidental não ía além dos 9%, a Ásia tinha 70% do PIB global. Só a partir da Revolução Industrial é que o Ocidente passou a deter uma parcela mais significativa da riqueza mundial. Tudo leva a crer que, em 2050, a China, a Índia e o Japão virão a estar entre as quatro mais importantes economias mundiais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Esta nova realidade é atribuída por Kishore Mahbubani (ver nota) ao facto de estes países estarem a assimilar rapidamente, e com sucesso, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;os sete pilares da “sabedoria ocidental”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;pragmatismo, economia de mercado, educação, ciência e tecnologia, meritocracia, supremacia da lei e cultura da paz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pragmatismo&lt;/strong&gt;. O Japão adoptou soluções ocidentais. Singapura seguiu-lhe o exemplo. Deng Xiaoping visitou, em Novembro de 1978, as cidades de Banguecoque, Kuala Lumpur e Singapura. Impressionado com o que viu, recomendou ao PCC a economia de mercado. São suas as palavras: “enriquecer é uma glória”, “desenvolvimento lento é o mesmo que estar parado”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Economia de Mercado&lt;/strong&gt;. Seguindo o exemplo do Japão e dos quatro tigres asiáticos, Deng Xiaoping introduziu, em 1978, o seu programa de modernização dando à província chinesa de Shenzhen o estatuto de ‘Special Economic Zone’. Entre 1980 e 2004, Shenzhen cresceu em média 28% ao ano. Em 2005, já com 11 milhões de habitantes, as suas exportações alcançaram os 102 mil milhões de dólares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Educação&lt;/strong&gt;. Esta é a nova dependência dos asiáticos. Em 2005/06 estudaram em universidades americanas 76.503 indianos, 62.582 chineses, 59.847 coreanos, 38.712 japoneses. A maioria volta aos seus países. O ‘brain drain’ deu lugar ao ‘brain gain’. A Ásia possui algumas das melhores universidades do Mundo. As universidades americanas empenham-se cada vez mais em parcerias com universidades asiáticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Ciência e tecnologia&lt;/strong&gt;. Entre 1995 e 2005 a China duplicou a percentagem do PIB em I&amp;amp;D, de 0,6 para 1,3%. Em 2004 a China aprovou 30.000 doutorados e formou 200.000 engenheiros. Há previsões que apontam para que, em 2010, 90% dos doutorados em ‘hard sciences’ e engenheiros vivam na Ásia. O centro de gravidade da inovação está a passar do Ocidente para o Oriente. Muitos dos 750 centros de I&amp;amp;D de multinacionais na China são dirigidos por cientistas chineses retornados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Meritocracia&lt;/strong&gt;. A mentalidade feudal e o princípio da antiguidade cederam lugar ao valor das qualificações. Zhu Rongji liderou a reforma do PCC aplicando o princípio do mérito no recrutamento dos dirigentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Supremacia da Lei&lt;/strong&gt;. Na tradição asiática o Estado e os governantes estavam acima da lei. A adopção na Ásia da ‘rule of law’ não decorre de imperativos éticos mas pragmáticos. Uma economia de mercado exige um sistema judicial independente. A China, como a Índia e muitos países asiáticos, tem, ainda, algum caminho a percorrer. Mas há consenso que uma sociedade e uma economia moderna pressupõem a supremacia da lei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cultura da Paz&lt;/strong&gt;. A Ásia valoriza a paz que permitiu a prosperidade aos países ocidentais após a II Grande Guerra. E reconhece que o poder duma nação se radica na dimensão da sua economia. A Ásia adoptou a paz, a cooperação e a diplomacia como meios de expressão política. A Ásia tem hoje a diplomacia mais activa do mundo e a ASEAN é disso a melhor expressão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Em vez de jogar à defesa, a Europa precisa de capitalizar a posição de referência e de a transformar em oportunidades ao nível económico, científico e tecnológico. A Europa precisa de continuar a encarar a Ásia de forma optimista, positiva e pro-activa para continuar a ser um seu parceiro.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nota: &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Kishore Mahbubani, The New Asian Hemisphere, NY, Public Affairs, 2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7960566744736949694-3684559021706713426?l=mardosuldachina.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/feeds/3684559021706713426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7960566744736949694&amp;postID=3684559021706713426' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3684559021706713426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7960566744736949694/posts/default/3684559021706713426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mardosuldachina.blogspot.com/2008/03/19-03-2008-os-sete-pilares.html' title='19-03-2008 Os Sete Pilares'/><author><name>João Santos Lucas (Singapore)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05926347428566030615</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15423176753883363137'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>